quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Democracia ou ilusão de ótica?


Diante dos últimos acontecimentos da falta de sensibilidade no gerir a coisa pública, parece-me que estamos nos distanciando do progresso humano, e sem direção, seguimos a ermo.

Nos anos de chumbo, os gestores voltados para o tecnicismo retiraram disciplinas que inseriam um forte pensar na estudantada, pois o pensar não podia ser implantado. A juventude se inquieta e se rebela ao perceber manobras de dominação burguesa que impedem a liberdade de expressão, de criação, da negação do que posto está. Aos poucos, retornam às salas de aula a Filosofia e a Sociologia, ajudando nas reflexões mais profundas sobre o viver em sociedade, sobre as manifestações e anseios humanos.

A democracia representativa posta em prática no Brasil, caminha lentamente e os direitos constitucionais estabelecidos na Constituição Cidadã de 1988, estão perdendo sua aplicabilidade, apesar dos órgãos reguladores e Ministério Público. Todavia, se constata diariamente irregularidade no gerir da coisa pública. Será que conquistaremos a real democracia ou nos é suficiente a democracia escravista da Grécia Antiga?

O debate está posto nos espaços pedagógicos, mas ainda predomina a insegurança cognitiva em detrimento do personalismo dos governantes que por mais que tenham feito, ainda resta muito a fazer na construção cidadã da sociedade, que ainda clama direitos básicos constitucionais.

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