sábado, 31 de julho de 2010

Mente Poética

A mente poética tem como base de vida cotidiana a produção libertária dos sonhos humanos numa quimérica expectativa de que o amanhã brilhará em nossos corações e mentes como alternativa utópica de Sociedade. Entretanto as concepções da realidade capitalista castra todas as perspectivas poética de vida e nos conduz a uma alienante história de poderosos e fracassados. Hoje percebo a necessidade de uma nova Sociedade, onde possa existir pessoas realmente Humanas capazes de revelar suas transcendências religiosas necessárias nos dias atuais, onde a Liberdade seja a construção particular numa busca coletiva e, a Segurança pública esteja presente no seio da Sociedade e a Fraternidade colocada em prática cotidianamente sem a preocupação de ser piegas. Que toda esta estrutura Social tenha a integração de uma grande Ciranda de Amor...

Cidadania?!

Faz-se necessário e urgente investir na Educação de Qualidade Social para que possamos ter a consciência dos nossos direitos constitucionais, caso contrário, teremos apenas alguns Intelectuais Orgânicos atuando na Sociedade sem atingir a completude da consciência coletiva... Assim sendo não seremos cidadãos na acepção da palavra e nem na sociedade, uma vez que o senso comum ver a cidadania apenas como seu direito de voto e sempre delegar a outros suas competências cidadã... Precisamos alterar esta Lógica e construir uma Sociedade de Novo Tipo.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Consciência Feliz!?

A acomodação hoje existente transforma seres humanos em “Consciência Feliz” diante da mercantilização da Felicidade. Já não se busca a Racionalidade inerente aos seres, mas a completude mercadológica do ter. Este processo alienante traduz nas Sociedades em “Desenvolvimento” a sensação de paz, ignorando sua inquietude representante dos desejos, das angústias e satisfações humanas. Pelo fato globalizante da mídia que unidimensiona o comportamento “humano”.

parece até que as pessoas já não têm mais Aspirações Sociais como Escola de Qualidade Social, Saúde Pública Universal com Qualidade Social, Segurança Pública, Liberdade, Fraternidade e Igualdade, tão necessárias a Convivência Coletiva e com isto anulam a Comunidade como base Relacional.

O processo de acomodação torna-se cultural pelo fato de delegarmos nossas decisões a outras pessoas como representantes natos das nossas necessidades validando assim, a publicidade Capitalista que ignora as habilidades e competências individuais tornando-as exceção em detrimento da regra na Perspectiva absoluta da Paz, sem Justiça Social...

domingo, 25 de julho de 2010

ÁFRICA MÃE-PRETA

A história da África e seus habitantes, especialmente os que foram trazidos para o Brasil como escravos e seus descendentes, ou seja, todos nós, transformou-se, ainda que tardiamente, em componente curricular obrigatório. Talvez não a obrigatoriedade, mas o privilégio de saber sobre o continente africano devesse nos impulsionar a descobrir mais sobre uma terra tão íntima e ao mesmo tempo estranha, próxima e distanciada
Infelizmente quando se fala em África, as pessoas logo imaginam uma selva repleta de leões, hipopótamos, elefantes e tarzans, ou então homens “vestindo tanguinhas” ávidos por carne humana. Dificilmente o Ocidente consegue enxergar a África fora desse estereótipo. No entanto, as coisas não são bem assim: o continente africano possui uma história vastíssima, extremamente complexa e de fundamental importância para a humanidade. Pena que são poucos os que conseguem transpor as “barreiras do ocidentalismo”, buscando compreender a África dentro das suas particularidades.
É importante que compreendamos que a África comporta uma quantidade étnica enorme, ou seja, o fato da sua população ser majoritariamente negra não a torna homogênea no que diz respeito à cultura, línguas, costumes etc. Não podemos nos esquecer de que a África é um continente, e não um país ou uma nação. Ressaltando também que estamos lidando com valores que fogem dos padrões ocidentais aos quais estamos acostumados. É muito importante que ponhamos nossos preconceitos de lado se quisermos compreender um pouco sobre esse continente.
No Brasil, como nos demais países do terceiro Mundo, o preconceito contra o negro vem sendo aprofundado em nossa experiência histórica, por conta da escravidão.
Forjando-se um conceito de raças humanas pressupondo uma hierarquia em cujo topo estava, evidentemente, o branco e na base estariam os povos africanos e outros de pele escura. Eram vistos como “incapazes”, “preguiçosos”, “atrasados”, “selvagens”, e acreditava-se que só poderiam ser salvos pela ação da colonização européia.
Neste contexto ao estampar o africano incapaz e atrasado revela o branco superior e desenvolvido, construindo-se também paralelamente estereótipos onde se tece uma outra forma de cativeiro: a escravidão simbólica que irá castigar incansavelmente a auto-estima dos afro-descendentes
Uma das grandes ironias nacionais é o fato de os afro-descendentes serem discriminados como uma “minoria” quando, na verdade, constituem um grupo cujo número atinge quase ou mais da metade da população brasileira.
O Brasil cultivou, com sucesso, uma imagem de si mesmo como a primeira “democracia racial” do mundo, sendo a convivência entre os brancos e negros descrita como harmoniosa e igualitária. Essa concepção, tornada discurso oficial, é, na verdade, um mito, hoje questionado pelos brasileiros.
O Brasil difere de outros lugares, como o sul dos Estados Unidos e a África do sul, onde a discriminação foi prescrita por lei. No Brasil, entretanto, o mito da democracia racial encobre o preconceito e torna muito mais difícil o combate efetivo da injustiça para com indivíduos e grupos etno-raciais diversos do branco-europeu.
Estudar o continente africano nos ajuda a corrigir as referências equivocadas que carregamos sobre os africanos. Entender a maneira como este negro aqui chegou e como foi tratado, possibilita que compreendamos a sua participação na construção da sociedade brasileira. No que se refere ao Ceará, nos possibilitará conhecer a contribuição negra em nossa cultura e desmistificar esta falsa idéia de que no “Ceará não tem negros”.
É importante observar o papel do negro na colonização do Ceará, como nos mostra Ribard: “seguindo os fluxos migratórios vindo das províncias do Pernambuco e da Bahia, numerosos negros livres entraram no Ceará a partir da região do Cariri. Este fato desencadeou uma tendência geral e característica da participação do negro na sociedade cearense até a abolição, contradizendo a visão hegemônica descrita que associa negro a escravo: a larga predominância do número de negros livres em relação aos escravos”.
E ao que se refere ao desaparecimento dos escravos no Ceará, Ribard afirma que: “no que concerne ao desaparecimento dos escravos no Ceará, certamente a seca de 1977/79, e a conseqüente venda, para o sul cafeeiro do País, dos escravos por parte dos proprietários do interior do Estado, aparece como um fator determinante, inclusive em relação ao número de escravos libertado quando da abolição”.

Desta forma nos ajuda a compreender melhor a participação do negro em nossa cultura e compreender que é brasileira a identidade do congado. Os irmãos do rosário estão vivos e sua identidade é dinâmica, mesmo quando pretendem conservar suas tradições, sabedorias e organização. O congado e a “irmandade Rosário dos Homens Pretos” são fruto de muita criatividade desde o princípio. Esta criatividade é de beleza e fé, mas principalmente de necessidade e sobrevivência.
Hoje a Lei 10.369 torna obrigatório o ensino de conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira, tanto no ensino Fundamental como no Ensino Médio.
Esta determinação procura minimizar os danos causados pelo preconceito racial há muito arraigado em nossa sociedade no que se refere aos afro-descendentes, bem como busca o resgate da identidade e da cultura dos negros africanos. Nada melhor do que começar pela escola, local onde as crianças aprendem as regras e os valores sociais.
O preconceito racial se mostra na escola não apenas pelas expressões racistas entre alunos ou entre professores e alunos, mas também pela omissão e pelo silêncio quando essas situações ocorrem.
Precisamos conhecer a história da África e reconhecer a conexão que há entre o passado dos povos que aqui chegaram através das mãos dos colonizadores e que aqui não só empregaram sua mão-de-obra escrava, como também trouxeram seus costumes, seu modo de vida, sua cultura. A partir daí então quando percebermos que quanto mais procurarmos conhecer o passado daqueles que nos formaram, suas contribuições culturais, melhor conheceremos a nós mesmos e o nosso presente. 



Fonte: http://www.virtual.ufc.br/humanas/fasciculo1.aspx   
 http://www.vdl.ufc.br/humanas/Data/Sites/1/%C3%81frica%20M%C3%A3e%20Preta%20FINAL.pdf

terça-feira, 13 de julho de 2010

Hegel e o espírito absoluto


A concepção de Historia em Hegel é o espírito absoluto. Onde este espírito absoluto “é o reconhecimento mútuo”.

O absoluto que a consciência busca não é algo além e impossível à consciência; a substância espiritual ou a “cultura”, está todo contido no Eu. Desta maneira, o espírito absoluto não pode ser apreendido pela experiência sensível, mas, somente, na e pela experiência da razão e, portanto, do desejo.

O espírito absoluto seria assim, o fim do processo especulativo que é a culminância do processo dialético em Hegel: o Real torna-se-ia Racional. A experiência, deste modo, para Hegel, é elevada ao nível da razão.

A realidade (em si) é, portanto, o verdadeiro, não é “substância”, mas, sim: “sujeito”, “pensamento”,”espírito”. Isto é: a realidade, é “processo” é “movimento”. Deste modo, para Hegel, o espírito se auto-constitui na constituição ao mesmo tempo da sua própria determinação, separando-a, completamente. O espírito, portanto, é infinito, sempre ativo, realizando-se no infinito.

Dessa maneira, o espírito infinito, na concepção hegeliana, é como um círculo, no qual princípio e fim, de forma idêntica, se coincidem, isto é, como um movimento em espiral no qual o particular é dinamicamente colocado no universal o ser é sintetizado no dever-ser e o Real é resumido no Racional.