sábado, 29 de abril de 2017

Minha Fala à TV Zona Caucaia

Socializo aqui minha fala reproduzida Pelo Poeta e Repórter da mídia alternativa - TV Zona Caucaia - Eri Brasil.
"Aírton Amaral - poeta e professor vai às ruas e diz não às reformas propostas: Previdência e trabalhista proposta pelo atual presidente Temer"
video
 Crédito Vídeo: Eri Brasil - Praça da Bandeira - 28_04_2017

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O Poder Público Precisa vir a Público


Ainda há pouco o consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa fez uma transmissão ao vivo e, como muita veemência, cobrou responsabilidades do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio que no mínimo por omissão permitiu que os empresários do transporte público sacrificassem mais ainda a população fortalezense ao retornar do trabalho para suas residências.

Cobrou ainda uma satisfação do governador Camilo Santana em relação ao posicionamento da polícia militar que, praticamente inerte, assistia a tudo.

Aqui vou eu para dizer que tanto o prefeito Roberto Cláudio quanto o governador Camilo Santana precisam vir a público pedir desculpas ao pacato povo fortalezense além de ressarcir a rica quantia dispensada por cada uma das pessoas ao retornarem para suas residências, mesmo aqueles que por falta da “grana que faz e destrói coisas belas” tiveram que caminhar, vivenciando a total falta de segurança pública pelas ruas da cidade.

Quero ainda que os patrões do transporte público que, na maioria das vezes, sacrificam seus trabalhadores sejam severamente punidos pelo atentado à democracia, que é o direito de ir e vir de cada cidadão que paga caro por um transporte que deixa muito a desejar. O “estado paralelo” não pode “tocar o terror” na pacata sociedade e aqui incluo os gananciosos do transporte público.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Lista dos Picaretas

“Meu caro amigo me perdoe, por favor, se eu não lhe faço uma visita”, assim disse o Poeta. E eu aqui observando a comodidade de uma parcela significativa da sociedade que já vestiu a camisa da seleção brasileira, bateu panelas, fez a dancinha da hipocrisia para “impedir” a corrupção, todavia, a situação do país não anda nada em sua normalidade almejada por tais manifestantes. Recentemente vazou mais uma lista de políticos  beneficiários da ilegalidade Odebrecht e continua o silêncio das panelas.

Tiraram a titular do Planalto Central com a força brutal capital alegando ao senso comum que tudo iria mudar. Realmente, tal “mudança” aconteceu, mas parece não está no contentamento da massa dançante. Mesmo não podendo torna-se réu na Operação Lava Jato, por não ter acontecido no atual mandato, o comandante da nave Brasil está envolvido em corrupção e um terço de seu ministério, terço, palavra sagrada da politicalha brasileira, está na relação dos maus feitores da política brasileira.

A bicameralidade foi invadida por seres representantes da politicalha, parte doentia da política, como dizia Rui Barbosa e, por coincidência ou não, o Senado Federal também desfila na lista da imoralidade com um “terço” de seus componentes enlameados pela corrupção, até mesmo o  atual presidente, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Na Câmara Federal a quantidade dos “degregados” parece  menor, mas seu presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), compõe a sujeira daquele poder.

De repente o neoliberalismo internacional empurra medidas impopulares e retiradas  de direitos
históricos da classe trabalhadora e adivinha quem deverá aprovar tais maldades. Será que o Ministério Público não percebe tais desmando e desmonte do país? Onde estão os formadores globais de opinião pública?

“Meu caro amigo, me desculpe lhe furtar boas notícias”, mas a realidade é muito pior...
 Crédito Foto: Internet

domingo, 9 de abril de 2017

Lula é o referencial máximo de luta da classe trabalhadora do Brasil

Existem alguns comentários nas redes sociais e  na grande mídia de que o ex-presidente Lula poderá ser “condenado” pelas investigações da operação Lava-Jato, contudo, desconfio que nem a direita conservadora defende uma possível prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso  a direita defendesse, a real prisão já teria acontecido no meio de tanta seletividade.

Percebemos que mesmo com tantas notícias negativas, batendo diretamente, o nome de Lula resiste nas pesquisas de opinião pública. É bem verdade que Lula “fez diretamente muitas coisas” pela população mais carente do país, as “ditas” políticas compensatórias, mesmo não tendo investido muito mais em políticas públicas e saciado a ganancia dos detentores do capital rentista.

Acreditamos que Lula representa muito mais  do que a esquerda brasileira gostaria que seu nome representasse para a classe trabalhadora, contudo, as manifestações contrárias às “Reformas” da previdência e trabalhista, pelo não à terceirização, trazem em si uma leve intencionalidade de barrar o acesso/permanência da direita neoliberal no comando central do país.

Por essas e outras é que devemos impedir tal possibilidade de prisão de Lula, pois, mesmo não comungando com sua atuação politica, Lula é o referencial máximo de luta da classe trabalhadora do Brasil e não podemos perder nenhum referencial de resistência à dominação e exploração internacional.

Nossos sonhos não estão limitados aos processos eleitorais existentes, entretanto, a luta de classe que mesmo querendo sua negação, alguns autores, ela está dialeticamente em evidência e necessita da ação cotidiana daqueles que não se dobram às explorações capitalistas internacionais.
 Crédito Fotos: Internet

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O QUE SIGNIFICA CONSTRUIR O PÓS-LULA? [PARTE 3]


Reproduzo aqui o excelente artigo O QUE SIGNIFICA CONSTRUIR O PÓS-LULA ? [PARTE 3] que faz parte de uma série de boas ideias desenvolvidas pelo Cientista Político, Professor Doutor da Universidade Federal do Ceará – UFC, Uribam Xavier.

O Lulismo, contudo, foi uma renovação do projeto de expansão do capital conduzido por parte dos partidos de esquerdas em aliança com a direita. Tratou-se, na minha concepção, de um modelo moderno-colonial, cuja lógica econômica estava na premissa de que as nossas riquezas matérias, nossas matérias primas, nossos bens naturais, as novas formas de energias, nossa biodiversidade, o fruto da classe trabalhadora, na sua forma primária deveria fluir no sentido e direção da geografia do sul/moderno-colonial, para isso era preciso afirmar o processo civilizador burguês, branco, patriarcal e machista deixando de lado, mesmo que de forma envergonhada, os povos indígenas, os negros, os quilombolas, os povos das florestas, os moradores de rua e os que afirmavam outras orientações sexuais.

Por ser um modelo moderno-colonial, o Lulismo comportou uma Carta ao Povo Brasileiro, antes mesmo de chegar ao poder, sinalizando uma aliança com o setor financeiro; comportou uma política de alianças com os setores conservadores e atuais golpistas, os quais parte deles havia sustentado e apoiado a Ditadura Militar de 64. Explica, já no governo, a aprovação da Lei dos Transgênicos; a política de Minas Energia numa lógica predadora e voltada para entrega das nossas riquezas naturais ao capital internacional, cuja construção da Hidrelétrica de Belo Monte e outras já privatizadas; explica a ausência de uma política de reforma agrária e o total apoio ao agronegócio [ruralistas]; a entrega da Comissão de Direitos Humanos aos pastores gerando um avanço conservador contra as políticas de Direitos Humanos e a homofobica “Lei da Cura Gay”; explica as duas mini-reformas trabalhistas e algumas medidas neoliberais; explica a subserviência diante da FIFA para realizar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil; explica, e muito mais, o envolvimento no Mensalão e na Operação Lava-Jato.

A modernidade é inseparável da colonialidade de poder, e o neodesenvolvimentismo ou lulismo foi uma forma de suprir a expansão do capital internacional e nacional por meio da reprimarização de nossa economia, num momento em que a China demandava de forma avassaladora as riquezas naturais do nosso continente para disputar com os Estados Unidos a liderança imperial do mundo. Ao aderir a uma política de pensamento único ou condição de mero administrador menor do capital, renunciando ao combate ao capitalismo, o lulismo se reduziu ao horizonte da colonialidade do poder, entrou nos marcos do pensamento moderno-colonizador abrindo nossas veias para que nossas riquezas escorressem na direção do sul.

Quando os efeitos da crise de 2008 já não era mais uma “ marolinha”, o lulismo mostrou-se incapaz de manter a política de conciliação de classes, como um Prometeu acorrentado aos aliados [ políticos conservadores e o capital ] viu suas vísceras sendo comidas, pediu piedade ao capital, dizia “ eu me tornei um de vocês, porque fazem isso comigo?” , olhava para os que foram por ele abandonados, mas já não tinha o que dizer, não tinham o que propor, sinalizou para o capital que implantaria a mais cruel política de ajuste neoliberal, que, durante a acirrada campanha eleitoral de 2014, havia dito que não faria “ nem que a vaca turca”. Todavia, para o capital tudo é descartável, até os serviçais. O lulismo não tinha mais o poder de governabilidade, pois seus aliados, agora, haviam, nos descuidos políticos do PT, isolado os petistas e chegaram ao governo por meio do golpe prometendo ao capital a governabilidade necessária para aplicar o ajustes neoliberal mais perverso proposto até o momento ao país. Não tendo mais condições de oferecer pão e circo [política de conciliação de classes] o capital trocou o palhaço alegre [PT / Lulismo] pelo palhaço triste [ Temer/PMDB/PSDB].

O que se discute no Brasil pós-golpe não é a busca de um modelo de justiça social ou um conjunto de reformas que desconcentre renda e riquezas, não se discute o desmantelamento do sistema capitalista. A classe política, feito formigueiro assanhado, vem gastado suas energias para extorquir os trabalhadores por meio de reformas perversas que tiram direitos, desvaloriza o valor do trabalho e aumentar as formas de exploração social, gastam seu tempo arquitetando mecanismos para se livrar de possíveis punições que possam advir das investigações da Operação Lava-Jato. Até o momento, todos os acusados em envolvimento em esquema de corrupção, se comportam da mesma maneira: declaram-se inocentes, vítimas de calunias e perseguições. Alguns se dizem até serenos e diante de uma oportunidade para provar que são inocentes.

No atual cenário uma possível proposta, para ajudar o país, a ter legitimidade e credibilidade política para seguir de forma menos prejudicial a nossa vida política, seria a imediata renuncia de todos os mandatos seguida de eleições gerais para presidente, senadores e deputados federais. Todavia, o que os partidos estão sinalizando é com a antecipação do debate sobre as eleições de 2018, com o objetivo de antecipar uma nova recomposição de alianças das forças políticas dando continuidade a luta do poder partidário e das personalidades pelo poder desprovido de um projeto político para o país, ou seja, afirmado, na ausência de projeto, a naturalização do pensamento único. Trata-se da privatização da política, da morte da democracia e do jogo político como um simulacro fundamentado num moralismo conservador e na defesa de projetos que ameaçam direitos já conquistados pelos trabalhadores.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Temer Cairá?


Está se aproximando o julgamento da chapa presidencial Dilma/Temer, ação implantada no TSE pela sigla tucana muito antes do “Impeachment” da presidente eleita Dilma Rousseff (PT).

Cogita-se por aí que existe uma intencionalidade aparente de mais um adiamento como forma da sigla agremiativa tucana se redimir de uma vez por todas, pois hoje está no poder central e já não existe interesse em tirar Michel Temer que implementou completamente as ideias Neoliberais da sigla partidária mesmo sendo do PMDB.

O que está aparentemente marcada para amanhã tenderá livrar Michel Temer e ainda por cima tirar os direitos políticos da presidente eleita nas urnas e impedida por um Congresso Golpista.

É bem verdade que se a chapa cair, infelizmente não haverá eleições Diretas imediatas, talvez por isso, tal processo foi intencionalmente protelado como forma de cair no esquecimento e esperar 2018 chegar.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Larissa Gaspar é Destaque na Defesa das Minorias?


A Câmara Municipal de Fortaleza está muita mais conservadora nesta legislatura, uma vez que alguns dos defensores das causas populares ou não concorreram e não conseguiram sua reeleição garantida, e com isso, a população perde representação no poder legislativo municipal na Fortaleza da resistência de Bárbara de Alencar.

Na ausência de João Alfredo que concorreu ao paço municipal e de Ronivaldo Maia, Deodato Ramalho e Toinha Rocha, ocupa espaço na luta popular a vereadora de primeiro mandato, Larissa Gaspar (PPL), que ganha notoriedade na luta popular defendendo as minorias das injustiças sociais.

Neste 15 de março, a vereadora esteve nas ruas da cidade dizendo não à Reforma da Previdência Social e defendendo o Fora Temer. Com isso, Larissa ganha a simpatia de muitos que ficaram órfãos de representatividade na Câmara Municipal da Fortaleza que já não é tão bela.

É bem verdade que João Alfredo, Ronivaldo Maia, Deodato Ramalho não se afastaram das causas populares e continuam na luta por uma sociedade mais justa, porém sem voto decisivo das causas sociais no poder legislativo municipal.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Vai que Vai, Império Serrano


Mais uma vez, sem carnaval no grupo especial da Sapucaí, a minha gloriosa Império Serrano, entretanto, com retorno garantido, ou desejada ascensão ao grupo especial das escolas de samba carioca.

Este ano vai que vai num misto de Natureza Pantanal com o Grande Poeta Manoel de Barros, “o passarinho passará”, onde todos os participantes cantam “eu sou Império abra meu livro, pois tu sabes ler” lança, assim, seu passaporte para 2018 numa transmissão global de um belo carnaval.
Crédito Fotos: Internet - Magaivver Fernandes e Rodrigo Gorosito/G1






domingo, 19 de fevereiro de 2017

"Nenhum Homem é uma Ilha"


No campo das convivências sociais não existe nenhuma neutralidade. Traçar linha de isolamento entre o que se pode considerar “bom e o não tão bom”, nas relações sociais, é na maioria das vezes ficar do lado do não tão bom, do lado da exploração capital.

Não adianta dizer que aqueles que teoricamente estavam na defesa das minorias cometeram as mesmas falhas que cotidianamente cometem os não tão bons na defesa do capital explorador das massas.

No espaço da consciência onde foi superado as inseguranças do “senso comum” não há como se abstrair da realidade esquecendo do bem e do mal existentes nas relações humanas, onde os espertalhões do sistema tendem arbitrariamente determinar as regras do jogo e muitos jogam sem a mínima consciência do eu.

Necessário será tomar posição ideológica, sim, e solicitar dos gerentes do capital efetivas políticas públicas que atendam as necessidades da grande maioria que nem sempre teve as condições de ascensão social, pois a tal meritocracia parece não atender as periferias, e como diz o poeta:"nenhum homem é uma ilha".

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Quem tem Haddad não precisa de Ciro


Não bastasse as inúmeras dificuldades adquiridas ao longo dos tempos de comando da Nação para construir uma ilusória base governamental, além do Impedimento (Impeachment) da Presidente Dilma Rousseff, continua sofrendo as consequências o Partido dos Trabalhadores – PT.

O bloco de alianças com o que havia de pior dentro do Congresso Nacional, bloco este, parte integrante da destruição imagética e ideológica da sigla que gerenciou o capital durante 13 anos tendo alguns bônus e reconhecimento das massas e, uma extraordinária lista de ônus propagadas pela mídia, que não concordou com a possível regulação, e a chamou de censura prévia apostando no cenário de horrores que constatamos hoje .

Outra queda foi a debandada de alguns que se diziam defensores das bandeiras petistas e, agora, reforçando de uma vez por todas as declarações do senhor governador do Ceará, Camilo Santana, defendendo a candidatura do “ex-quase deus” Ciro Ferreira Gomes à presidência do Brasil em 2018.

Como dizia minha sábia vó: “além da queda o coice”, a sigla da estrela de cinco pontas vive hoje o maior dilema ideológico na tentativa de sobrevivência. E por incrível que pareça, existem ainda uma boa camada de “pdsistas”, dentro do PT, querendo acabar de vez com o refazer do partido.