sábado, 16 de março de 2013

A Fome e a Busca da Dignidade Nordestina


         Temos como dificuldades históricas a fome, caracterizando uma triste realidade brasileira, mas diante de outras nações apresentamos sempre uma aparência virtual da realidade. Neste momento vivenciamos uma seca destruindo sonhos e matando rebanhos sem contar com a agricultura que se quer, foi possível plantar e, agonizante segue o nordestino em busca de vida, de água e comida. Não podemos esquecer dos paliativos governamentais existentes, tais como as bolsas: família, estiagem e por ai vai, mas o nordestino busca mesmo é dignidade.
         A fome existente representa uma contradição histórica pois os seres humanos sempre buscam alternativas, sem no entanto se encontrarem com as características naturais. As adversidades são remanescente de uma colonização mercantil descompromissada com o desenvolvimento do meio natural e a relação de exploração do homem pelo homem.
          As porteiras sempre fechadas para os pequenos agricultores que são na realidade a força produtiva, mas tais porteiras estão repletas de condições naturais ou artificiais, possibilitando o manuseio de ferramentas para a plantação e deixando a maioria desprovida, apenas nas justificativas transcendentes de que não foi possível e se assim está, nada mais é que a vontade divina.
       Tal realidade empurra abruptamente o homem do campo para as grandes cidades, sem as devidas condições e conhecimentos, todavia possuidor de carências múltiplas. Morando na maioria das vezes precariamente de favor ao lado de um conhecido amigo, busca sem êxito, emprego para alimentar sonhos e filhos.
         Desiludido com as novas adversidades, segue a desesperança de uma vida sem fim, humilhado e vendo sua força desaparecer na busca de sonhos que não chegam.

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