quarta-feira, 7 de maio de 2014

Educação X Barbárie


Diante dos últimos acontecimentos midiáticos com repercussão nacional fico meio que cabisbaixo e sem vislumbrar alternativas de transformações plausíveis para a convivência social sem um tratar real no campo educacional.

De repente a Funkeira Valesca Popozuda, com seu “beijinho no ombro”, vira pensadora na contemporaneidade, incitando o bateu levou e até desfilou, literalmente, em prova escolar.

Muitos que deveriam ser humanos, agora para combater o racismo, se intitulam de macacos e até produzem camisetas para explorar a ignorância com os seguintes dizeres: “Somos todos macacos”, pensando que assim estão solidários ao ataque de racismo, preconceito e discriminação sofrida pelo jogador Daniel Alves ao comer uma banana jogada por alguém desprezível e antissocial.

Somos bananas do mesmo cacho, foi o mote das redes sociais nestes últimos dias, onde muitos apareceram em fotografias comendo ou postando banana. Minha sábia vó me dizia que quando o homem não assume o comando que deveria assumir, é popularmente chamado de banana. Será que a grande maioria sabe disso?

Algumas pessoas se intitulando jornalistas, incentivam a violência coletiva em rede nacional quando dizem que “bandido bom é bandido morto” e, até pregam o linchamento em praça pública, desrespeitando assim as leis e a justiça brasileira e veladamente as leis de Cristo. Todavia, a mesma veemência não acontece quando se trata de alguns representantes da burguesia que atuam diuturnamente fora da lei.

Por falta de educação e sensibilidade humana e imbuídos pelo “senso de justiça” com as próprias mãos, doce ilusão, o senso comum se fez presente numa ação anti-humana, assassinando uma senhora inocente e confundida com uma fotografia postada no Facebook de uma certa mulher exploradora de crianças e envolvida com magia negra.

Minha indignação social diante da brutalidade e idiotice que hora fortalecem o poder da dominação capital.

Diante de tais atos de selvageria, peço minha desfiliação desta convivência social e da hipocrisia que se diz humana e mesmo sendo banana, deseja tornar-se macaco, para continuar o estereótipo deste espetáculo que eles chamam de vida.

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