domingo, 9 de abril de 2017

Lula é o referencial máximo de luta da classe trabalhadora do Brasil

Existem alguns comentários nas redes sociais e  na grande mídia de que o ex-presidente Lula poderá ser “condenado” pelas investigações da operação Lava-Jato, contudo, desconfio que nem a direita conservadora defende uma possível prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso  a direita defendesse, a real prisão já teria acontecido no meio de tanta seletividade.

Percebemos que mesmo com tantas notícias negativas, batendo diretamente, o nome de Lula resiste nas pesquisas de opinião pública. É bem verdade que Lula “fez diretamente muitas coisas” pela população mais carente do país, as “ditas” políticas compensatórias, mesmo não tendo investido muito mais em políticas públicas e saciado a ganancia dos detentores do capital rentista.

Acreditamos que Lula representa muito mais  do que a esquerda brasileira gostaria que seu nome representasse para a classe trabalhadora, contudo, as manifestações contrárias às “Reformas” da previdência e trabalhista, pelo não à terceirização, trazem em si uma leve intencionalidade de barrar o acesso/permanência da direita neoliberal no comando central do país.

Por essas e outras é que devemos impedir tal possibilidade de prisão de Lula, pois, mesmo não comungando com sua atuação politica, Lula é o referencial máximo de luta da classe trabalhadora do Brasil e não podemos perder nenhum referencial de resistência à dominação e exploração internacional.

Nossos sonhos não estão limitados aos processos eleitorais existentes, entretanto, a luta de classe que mesmo querendo sua negação, alguns autores, ela está dialeticamente em evidência e necessita da ação cotidiana daqueles que não se dobram às explorações capitalistas internacionais.
 Crédito Fotos: Internet

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O QUE SIGNIFICA CONSTRUIR O PÓS-LULA? [PARTE 3]


Reproduzo aqui o excelente artigo O QUE SIGNIFICA CONSTRUIR O PÓS-LULA ? [PARTE 3] que faz parte de uma série de boas ideias desenvolvidas pelo Cientista Político, Professor Doutor da Universidade Federal do Ceará – UFC, Uribam Xavier.

O Lulismo, contudo, foi uma renovação do projeto de expansão do capital conduzido por parte dos partidos de esquerdas em aliança com a direita. Tratou-se, na minha concepção, de um modelo moderno-colonial, cuja lógica econômica estava na premissa de que as nossas riquezas matérias, nossas matérias primas, nossos bens naturais, as novas formas de energias, nossa biodiversidade, o fruto da classe trabalhadora, na sua forma primária deveria fluir no sentido e direção da geografia do sul/moderno-colonial, para isso era preciso afirmar o processo civilizador burguês, branco, patriarcal e machista deixando de lado, mesmo que de forma envergonhada, os povos indígenas, os negros, os quilombolas, os povos das florestas, os moradores de rua e os que afirmavam outras orientações sexuais.

Por ser um modelo moderno-colonial, o Lulismo comportou uma Carta ao Povo Brasileiro, antes mesmo de chegar ao poder, sinalizando uma aliança com o setor financeiro; comportou uma política de alianças com os setores conservadores e atuais golpistas, os quais parte deles havia sustentado e apoiado a Ditadura Militar de 64. Explica, já no governo, a aprovação da Lei dos Transgênicos; a política de Minas Energia numa lógica predadora e voltada para entrega das nossas riquezas naturais ao capital internacional, cuja construção da Hidrelétrica de Belo Monte e outras já privatizadas; explica a ausência de uma política de reforma agrária e o total apoio ao agronegócio [ruralistas]; a entrega da Comissão de Direitos Humanos aos pastores gerando um avanço conservador contra as políticas de Direitos Humanos e a homofobica “Lei da Cura Gay”; explica as duas mini-reformas trabalhistas e algumas medidas neoliberais; explica a subserviência diante da FIFA para realizar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil; explica, e muito mais, o envolvimento no Mensalão e na Operação Lava-Jato.

A modernidade é inseparável da colonialidade de poder, e o neodesenvolvimentismo ou lulismo foi uma forma de suprir a expansão do capital internacional e nacional por meio da reprimarização de nossa economia, num momento em que a China demandava de forma avassaladora as riquezas naturais do nosso continente para disputar com os Estados Unidos a liderança imperial do mundo. Ao aderir a uma política de pensamento único ou condição de mero administrador menor do capital, renunciando ao combate ao capitalismo, o lulismo se reduziu ao horizonte da colonialidade do poder, entrou nos marcos do pensamento moderno-colonizador abrindo nossas veias para que nossas riquezas escorressem na direção do sul.

Quando os efeitos da crise de 2008 já não era mais uma “ marolinha”, o lulismo mostrou-se incapaz de manter a política de conciliação de classes, como um Prometeu acorrentado aos aliados [ políticos conservadores e o capital ] viu suas vísceras sendo comidas, pediu piedade ao capital, dizia “ eu me tornei um de vocês, porque fazem isso comigo?” , olhava para os que foram por ele abandonados, mas já não tinha o que dizer, não tinham o que propor, sinalizou para o capital que implantaria a mais cruel política de ajuste neoliberal, que, durante a acirrada campanha eleitoral de 2014, havia dito que não faria “ nem que a vaca turca”. Todavia, para o capital tudo é descartável, até os serviçais. O lulismo não tinha mais o poder de governabilidade, pois seus aliados, agora, haviam, nos descuidos políticos do PT, isolado os petistas e chegaram ao governo por meio do golpe prometendo ao capital a governabilidade necessária para aplicar o ajustes neoliberal mais perverso proposto até o momento ao país. Não tendo mais condições de oferecer pão e circo [política de conciliação de classes] o capital trocou o palhaço alegre [PT / Lulismo] pelo palhaço triste [ Temer/PMDB/PSDB].

O que se discute no Brasil pós-golpe não é a busca de um modelo de justiça social ou um conjunto de reformas que desconcentre renda e riquezas, não se discute o desmantelamento do sistema capitalista. A classe política, feito formigueiro assanhado, vem gastado suas energias para extorquir os trabalhadores por meio de reformas perversas que tiram direitos, desvaloriza o valor do trabalho e aumentar as formas de exploração social, gastam seu tempo arquitetando mecanismos para se livrar de possíveis punições que possam advir das investigações da Operação Lava-Jato. Até o momento, todos os acusados em envolvimento em esquema de corrupção, se comportam da mesma maneira: declaram-se inocentes, vítimas de calunias e perseguições. Alguns se dizem até serenos e diante de uma oportunidade para provar que são inocentes.

No atual cenário uma possível proposta, para ajudar o país, a ter legitimidade e credibilidade política para seguir de forma menos prejudicial a nossa vida política, seria a imediata renuncia de todos os mandatos seguida de eleições gerais para presidente, senadores e deputados federais. Todavia, o que os partidos estão sinalizando é com a antecipação do debate sobre as eleições de 2018, com o objetivo de antecipar uma nova recomposição de alianças das forças políticas dando continuidade a luta do poder partidário e das personalidades pelo poder desprovido de um projeto político para o país, ou seja, afirmado, na ausência de projeto, a naturalização do pensamento único. Trata-se da privatização da política, da morte da democracia e do jogo político como um simulacro fundamentado num moralismo conservador e na defesa de projetos que ameaçam direitos já conquistados pelos trabalhadores.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Temer Cairá?


Está se aproximando o julgamento da chapa presidencial Dilma/Temer, ação implantada no TSE pela sigla tucana muito antes do “Impeachment” da presidente eleita Dilma Rousseff (PT).

Cogita-se por aí que existe uma intencionalidade aparente de mais um adiamento como forma da sigla agremiativa tucana se redimir de uma vez por todas, pois hoje está no poder central e já não existe interesse em tirar Michel Temer que implementou completamente as ideias Neoliberais da sigla partidária mesmo sendo do PMDB.

O que está aparentemente marcada para amanhã tenderá livrar Michel Temer e ainda por cima tirar os direitos políticos da presidente eleita nas urnas e impedida por um Congresso Golpista.

É bem verdade que se a chapa cair, infelizmente não haverá eleições Diretas imediatas, talvez por isso, tal processo foi intencionalmente protelado como forma de cair no esquecimento e esperar 2018 chegar.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Larissa Gaspar é Destaque na Defesa das Minorias?


A Câmara Municipal de Fortaleza está muita mais conservadora nesta legislatura, uma vez que alguns dos defensores das causas populares ou não concorreram e não conseguiram sua reeleição garantida, e com isso, a população perde representação no poder legislativo municipal na Fortaleza da resistência de Bárbara de Alencar.

Na ausência de João Alfredo que concorreu ao paço municipal e de Ronivaldo Maia, Deodato Ramalho e Toinha Rocha, ocupa espaço na luta popular a vereadora de primeiro mandato, Larissa Gaspar (PPL), que ganha notoriedade na luta popular defendendo as minorias das injustiças sociais.

Neste 15 de março, a vereadora esteve nas ruas da cidade dizendo não à Reforma da Previdência Social e defendendo o Fora Temer. Com isso, Larissa ganha a simpatia de muitos que ficaram órfãos de representatividade na Câmara Municipal da Fortaleza que já não é tão bela.

É bem verdade que João Alfredo, Ronivaldo Maia, Deodato Ramalho não se afastaram das causas populares e continuam na luta por uma sociedade mais justa, porém sem voto decisivo das causas sociais no poder legislativo municipal.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Vai que Vai, Império Serrano


Mais uma vez, sem carnaval no grupo especial da Sapucaí, a minha gloriosa Império Serrano, entretanto, com retorno garantido, ou desejada ascensão ao grupo especial das escolas de samba carioca.

Este ano vai que vai num misto de Natureza Pantanal com o Grande Poeta Manoel de Barros, “o passarinho passará”, onde todos os participantes cantam “eu sou Império abra meu livro, pois tu sabes ler” lança, assim, seu passaporte para 2018 numa transmissão global de um belo carnaval.
Crédito Fotos: Internet - Magaivver Fernandes e Rodrigo Gorosito/G1






domingo, 19 de fevereiro de 2017

"Nenhum Homem é uma Ilha"


No campo das convivências sociais não existe nenhuma neutralidade. Traçar linha de isolamento entre o que se pode considerar “bom e o não tão bom”, nas relações sociais, é na maioria das vezes ficar do lado do não tão bom, do lado da exploração capital.

Não adianta dizer que aqueles que teoricamente estavam na defesa das minorias cometeram as mesmas falhas que cotidianamente cometem os não tão bons na defesa do capital explorador das massas.

No espaço da consciência onde foi superado as inseguranças do “senso comum” não há como se abstrair da realidade esquecendo do bem e do mal existentes nas relações humanas, onde os espertalhões do sistema tendem arbitrariamente determinar as regras do jogo e muitos jogam sem a mínima consciência do eu.

Necessário será tomar posição ideológica, sim, e solicitar dos gerentes do capital efetivas políticas públicas que atendam as necessidades da grande maioria que nem sempre teve as condições de ascensão social, pois a tal meritocracia parece não atender as periferias, e como diz o poeta:"nenhum homem é uma ilha".

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Quem tem Haddad não precisa de Ciro


Não bastasse as inúmeras dificuldades adquiridas ao longo dos tempos de comando da Nação para construir uma ilusória base governamental, além do Impedimento (Impeachment) da Presidente Dilma Rousseff, continua sofrendo as consequências o Partido dos Trabalhadores – PT.

O bloco de alianças com o que havia de pior dentro do Congresso Nacional, bloco este, parte integrante da destruição imagética e ideológica da sigla que gerenciou o capital durante 13 anos tendo alguns bônus e reconhecimento das massas e, uma extraordinária lista de ônus propagadas pela mídia, que não concordou com a possível regulação, e a chamou de censura prévia apostando no cenário de horrores que constatamos hoje .

Outra queda foi a debandada de alguns que se diziam defensores das bandeiras petistas e, agora, reforçando de uma vez por todas as declarações do senhor governador do Ceará, Camilo Santana, defendendo a candidatura do “ex-quase deus” Ciro Ferreira Gomes à presidência do Brasil em 2018.

Como dizia minha sábia vó: “além da queda o coice”, a sigla da estrela de cinco pontas vive hoje o maior dilema ideológico na tentativa de sobrevivência. E por incrível que pareça, existem ainda uma boa camada de “pdsistas”, dentro do PT, querendo acabar de vez com o refazer do partido.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Dona Marisa? Presente!

Muito bom compreender como alguém de origem humilde vivenciou as maiores dificuldades e também o ápice das lutas travadas na política social e manteve-se com a simplicidade de quem aos quatorze anos de idade foi empregada doméstica, mesmo chegando a Primeira Dama.

Dona Marisa Letícia Lula da Silva viverá para sempre na história de luta da classe trabalhadora brasileira como companheira e incentivadora de Lula e luta por uma sociedade mais justa. É bem verdade que a sociedade capitalista não dispõe de espaços libertários para quem pretende mudar as práticas de convivência social.

Meus Sentimentos e Solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e família que certamente está sentindo a força bruta de mais um golpe que a vida nos proporciona.
Crédito Foto: Internet - Tico Santa Cruz Roberto Stuckert Filho Midia Ninja

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Publicizar a Homologação é Preciso!


Parabéns à Presidente do STF, Ministra Cármem Lúcia, por antecipar e Homologar as 77 Delações da Odebrecht que seria obra do ex-Ministro, relator da Lava Jato, Teori Zavascki, morto em acidente aéreo recente.

Muitos dizem que foi uma atitude de coragem e confirmo, todavia a população que vive a espetacularização midiática deveria ficar sabendo, de fato, quais são os nomes envolvidos.

Assim como o jornalista Kennedy de Alencar, eu também acho que foi tímida esta ação política da Ministra Cármem Lúcia, e a publicização das falas reveladas pelos 77 “delatores”, seria de fato um ato de bravura e minimizaria a incerteza econômica no país, onde o trabalhador é quem paga, e bem caro tal conta!

domingo, 29 de janeiro de 2017

Veradora Bá foi Cassada por Compra de Votos?


Às vezes a Justiça Eleitoral nos surpreende de forma imediatista e sem a sua morosidade habitual. É Delicado ler nas mídias sociais que a Vereadora Bá (PTC) foi cassada por compra de votos. Mas somente ela?

Fico aqui na minha vã ignorância pensando onde estão os outros compradores de votos que não tiveram o mesmo tratamento da Justiça. Na maioria das vezes as candidaturas proporcionais são ligadas à candidatura majoritária e não apenas a Vereadora Bá teve seu cadidato à prefeito que levou vantagem sobre os votos comprados da senhora vereadora. As candidaturas majoritárias “distribuem vantagens” para seus apoiadores?

Dizem que a Justiça é cega, mas neste caso parece ter enxergado o fenótipo periférico da vereadora. Parece até que a sociedade Brasil se mostra machista por natureza diante de tais situações complexas e reais.

Entenda: além de mulher, é negra e de origem humilde da periferia fortalezense. Fica muito fácil descartar alguém que de repente adentra o clube do poder capital da vereança e como a grande maioria, usa dos mesmos expedientes para se manter na crista da onda dos “iluminados representantes” que desfila livremente no tabuleiro do poder legislativo local.