Atenção Ministério Público se
faz necessário garantir com sua atuação de essencialidade uma renda
mínima para as pessoas com necessidades máximas de alimentação.
A Fome Não Pode ser uma Constante nas Necessidades Humanas
Este é um espaço democrático para aqueles que buscam se inteirar sobre Cultura,Filosofia, Política e Sociedade
Atenção Ministério Público se
faz necessário garantir com sua atuação de essencialidade uma renda
mínima para as pessoas com necessidades máximas de alimentação.
A Fome Não Pode ser uma Constante nas Necessidades Humanas
Sabe aquelas pessoas que desde a CONAE 2010 defendiam Educação domiciliar? Pois é! Agora em tempos de pandemia e pandemônio estas mesmas pessoas estão contraditoriamente defendendo a essencialidade das aulas presenciais através do PL 5595/20 que defende o retorno às aulas, sem nenhuma preocupação com a vida das pessoas envolvidas, e ainda mais, quando muitas das escolas públicas não estão preparadas estruturalmente de acordo com as medidas sanitárias exigidas pelos órgãos responsáveis da saúde para receber seus alunos.
E aí, Cacildinha, quem se importa?
Hoje é considerado o dia do amigo e quero agradecer as amizades que por aqui encontrei. Parabéns, amigos! Mesmo sabendo que a palavra amigo nem sempre deve ser pronunciada, insisto em vivenciar sua presença na virtualidade e lembrar de saudade, de ausência e de silêncio. Não está sendo fácil aglutinar sentimentos positivos e amar na distância diante de tantas perdas e que todas as vidas valem para o sentimento humano. Já me peguei distante das atividades e senti que elas são fundamentais na construção da lide e as boas lembranças viram reminiscências de um passado presente em que ainda é preciso acreditar nas boas intenções de amizades.
Todo caos gera contrariamente uma potência e potencializar saídas nada mais é que fincar vida.
Porra meu, fico triste em observar pessoas comentando que o ex presidente Lula é isso ou aquilo sem compreenderem que além de tudo somos humanos e cheios de falhas, certamente os governos petistas Lula Dilma também o foram.
Considero que uma das maiores falhas do ex-presidente Lula foi aceitar o apoio de canalhas como Roberto Jefferson dentre outros políticos sem escrúpulos que surfaram na onda Lula e depois buscaram sobrevivência nos seus ninhos de ratos anti-humanos numa orquestração de todo mundo junto, o Supremo e tudo.
Sinceramente, agora ficou claro para muitos que as ações implicadas ao ex presidente Lula estão tendo uma outra conotação, isso depois de cinco longos anos, mas como diz o dito popular, antes tarde do que nunca.
Pessoas que ainda têm dificuldades em perceber que apesar de humano, o governo Lula trouxe muitos benefícios para a sociedade como um todo, e aqui reforço, a classe trabalhadora teve, sim, seus benefícios ampliados, mas os rentistas também conseguiram ampliar seus rendimentos. Isso não tem nada de novo e todo mundo já sabe, todavia, é preciso ter a consciência que no capitalismo o que vale são as essências da ganância e acumulação de capital e neste contexto os gerentes que defendem as camadas menos favorecidas entram no jogo da governabilidade e isso às vezes custa caro demais como o foi a campanha anti-Lula, anti-PT.
Porra meu, a Igreja Católica pediu perdão pelas atrocidades que cometeu por seus dirigentes maiores em nome de Deus lá na “Santa Inquisição” e isso esclarece a porção humana.
Agora com a possibilidade do ex-presidente Lula vir a ser candidato à presidência da República, “re”aparecem os caras pálidas oportunistas criticando e tentando desqualificar o Partido dos Trabalhadores – PT- o único partido na etimologia da palavra partido, pois teve sua origem nas lutas do povo trabalhador.
Difícil entender a necessidade de jogadores se abraçarem mutuamente logo após o término de um jogo em plena pandemia. Jogo de futebol como serviço essencial?
Depois de constatar com imensa tristeza que em 24 horas 1.582 pessoas perderam a vida por coronavírus no Brasil e aqui no Ceará, com 80 mortes, fico sem entender tal situação.
Na telinha da rede Globo a bola rola como se estivéssemos dentro das normalidades de convivência sem a presença da pandemia do coronavírus da COVID 19.
É big brother negando diariamente o distanciamento social exigido pelas autoridades sanitárias e os gerentes do capital nos Estados e Municípios tomando medidas antipáticas tentando controlar a situação e evitar o colapso, o estrangulamento nos hospitais públicos. Para um meio de comunicação, uma concessão pública agindo contrário às normas estabelecidas e nada acontece com o quinto poder estabelecido e declarado, mesmo na ilegalidade, rasgando as leis do país Brasil e pegando carona na campanha do negacionismo, fortalecendo o poder central que nada de planejamento foi executado para diminuir o contagio pelo coronavírus ignorando assim o seu papel de dirigente.
Estamos numa situação complicada e os exemplos mostrados na telinha da TV contribuem mais e mais para o agravamento da situação.
O Brasil continua sendo o país do futebol?
Ontem 22 de fevereiro a Petrobras perdeu mais de 70 bilhões num único dia. Muito dinheiro, né? eu também acho! Mais o pior ainda está por vir. Na próxima quinta feira 25 o Senado Federal pensa em alterar a Constituição Federal de 1988 desvinculando os 25% destinados aos Estados e Municípios sobre verbas para Educação e Saúde Pública. Isso não pode acontecer! Não se pode precarizar ainda mais a Educação Pública em favorecimento do capital.
Muito valiosa a análise do Historiador Professor Dr. Airton de Farias sobre a origem da Fortaleza cidade e aqui reproduzindo para mais leitores na intenção de esclarecer mitos e eliminar os anacronismos da religiosidade contida na historicidade sobre Fortaleza, a bela Capital, de lutas, dinamismo e poesia.
"E volta à tona, mais uma vez, a discussão (chata) sobre o "fundador de Fortaleza" e o "marco zero" da cidade.
Essa questão é o chamado mito de origem, debatido pelos historiadores e comum a instituições, cidades, países, etc.
Busca-se encontrar uma origem gloriosa no passado, como se a grandeza do presente já estivesse destinada a ocorrer desde o inicio.
Ou seja, o mito de origem é contaminado pelo que é chamado na historiografia de anacronismo, atribuir a uma época elementos e percepções de outro período temporal (esse, por sinal, é o erro mais comum dos negacionistas - por isso é tão fácil desmascará-los, a exemplo do tal brasil paralelo, mas isso é outra prosa).
Assim, como se percebe, há um erro grosseiro de metodologia e de análise ao se buscar um fundador ou se estabelecer um marco zero para Fortaleza.
Porque não existia cidade alguma no século XVI ou XVII.
Os portugueses Moreno e Coelho ou o holandês Matias Beck não pretendiam fundar cidade alguma.
Havia um forte, em torno do qual surgiu um povoado, que foi ao logo do séculos se expandindo, isso espontaneamente. Não houve um ato "glorioso" de fundação de cidade alguma.
O núcleo urbano que um dia seria a cidade de Fortaleza apresentava pouca expressão política e econômica em seus primórdios.
Mesmo quando a Coroa mandou criar a 1 vila (1699), a aldeia do forte continuou com pouca expressividade.
Só terá expressividade, de fato, a partir do século XIX. Tanto que Fortaleza quase não tem patrimônio material da época colonial.
Mas a história não é produzida só por historiadores.
Outros atores sociais também produzem história.
Grupos têm interesse em controlar como o passado é contado.
Em função das disputas do presente que se fala do passado.
Os primeiros cidadãos que se preocuparam com a história destas terras (e somos gratos a eles, pelos documentos que preservaram) entendiam que a "cidade" foi fundada na Barra do Ceará, ora como ato de Martim Soares Moreno, ora como ato de Pero Coelho.
Não por acaso, o romance Iracema, escrito por José de Alencar, no século XIX, tratando do guerreiro branco Martim. É um exemplo clássico do mito fundador - no caso, do povo cearense.
Não obstante, nos anos 1960, Raimundo Girão, outro homem dedicado ao estudo da história local, lançou um livro chamado Matias Beck, fundador de Fortaleza.
Girão mostrou o óbvio: o que um dia seria Fortaleza organizou-se em torno do antigo forte holandês de Schoonemboch (construído por Matias Beck) e depois rebatizado, pelos portugueses, de Fortaleza de N. S da Assunção (onde se encontra hoje o quartel da 10ªRM, que por sinal, deveria passar para o controle do município e abarcar um museu de Fortaleza).
Há perto do forte vários espaços e instituições que denotam essa origem: a igreja, a sede da prefeitura, a organização das ruas, etc.
Não por acaso, o Centro é chamado de... Centro!!
O problema é que dizer que fora Beck o "fundador" de Fortaleza seria atribuir a um holandês e calvinista, um "herege" para os católicos, a "criação" de uma cidade cuja maior parte da população é católica ainda hoje.
Daí a polêmica surgida nos anos 60 entre intelectuais.
Morenistas e Beckistas travaram duros embates, apelando para os mais diversos argumentos, não raro, eivados de anacronismos todos.
A polêmica ganhou a imprensa e chamou a atenção dos grupos políticos e religiosos.
E aparece de vez em quando, como agora.
Tão polêmica que houve uma decisão salomônica: celebra-se, atualmente, não a data da fundação dos fortes, mas a elevação do povoado à condição de vila, 13 de abril de 1726, um episódio, sem dúvidas, católico e português.
Sobre essas questões todas, indico alguns livros como As razões de uma cidade, de Maria Auxiliadora Lemenhe; Soares Moreno e Matias Beck, de João Ernani Furtado Filho; Fortaleza, imagens da Cidade, de Antônio Luiz Macedo; Entre o futuro e o passado, de Antônio Otaviano Vieira; Fortaleza: expansão urbana e organização do espaço (no livro Ceará, um novo olhar geográfico), de Clélia Lustosa. Há outros ótimos livros ainda, não citados aqui em virtude do espaço."
Airton de Farias é Historiador com doutorado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Professor da rede pública de Ensino Federal do Instituto Federal de educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE É também escritor autor de várias obras: História do Ceará, Ditadura Militar: a História em Lutas e As esquerdas e o Golpe civil-militar de 1964 no Ceará: análises de um estudo de caso, para não se prolongar muito
Crédito Foto: Airton dos M@res 15/12/2018 - Polo Novo Pabussu
Final de ano é tempo de avaliar as acontecências da lide cotidiana e fazer planos para o novo ano. Para muitos será um momento de festas onde boas reflexões, certamente serão realizadas, estudos de textos, produção literária enfim parece que o “tempo não pára”, como já disse o poeta, e no contexto da virtualidade cibernética tudo parece mais volátil e com uma celeridade incomensurável, contudo, faz-se necessário um momento relax para refrescar a mente e continuar a labuta para fortalecer nossa formação e vida.
Alguns entrarão numa aglomeração familiar para celebrar as conquistas, as dificuldades superadas e a existência, enquanto outros, no universo, se quer terão o direito de estarem vivos por conta da pandemia que ainda persiste entre nós. Que saibamos nos cuidar para adentrar 2021 com saúde, vitalidade e desejo de realizar novos sonhos e conquistas.
2020 foi realmente um ano desafiador, de grandes reflexões e aprendizados, mas a vida precisa do convívio social, portanto, vamos torcer para que a vacina seja breve porque a cinestesia humana se faz necessária e o novo ano será de esperanças, não apenas do acomodar-se,(tipo: “deixa a vida me levar”) mas do verbo esperançar, do “quem sabe faz a hora” e assim conquistar, conquistar coisas maravilhosas e certamente algumas outras não tão maravilhosas, mas com um formato impresso, carimbado no aprendizado e transformado em sonhos para na lide serem mais uma vez realizados.
Vou ficando por aqui agradecendo a oportunidade de convivência e aprendizado com você que faz História firmando ainda mais o compromisso de trilhar aquela “veredinha” (estreita) da vida cheia de espinhos, adubando/aguando até o final que, certamente será florido e combatendo o bom combate na lide dialética da existência humana.
Parafraseando aqui o grande Rubem Alves: Quero sentir acesa em mim a capacidade de demonstrar minhas emoções, sensibilidade, de me comover com as pessoas diante da beleza, da solidariedade e que essa capacidade de manter viva em mim a emoção e sentir alegria no encontro, seja a essência da vida.
Feliz tudo no Natal e Novo Ano de 2021 UABistas do Polo de Apoio Presencial Novo Pabussu – Caucaia – da Universadade Aberta do Brasil – UAB
Grande e Fraterno Abraço
Eu conheci pessoas num tempo não muito distante que “acreditavam em Deus e outras coisas invisíveis” e com o avanço da ciência entraram num negacionismo incomensurável descrente da real e agora só acreditam nas palavras de um certo capitão idiota que temporariamente ocupa o Planalto Central. O que aconteceu com suas mentes, seus sonhos?
Eram apenas cidadãos comuns que gostavam de ver mulher nua na telinha do celular e berravam para os quatro cantos da cidade que não gostava de política e coisa e tal, apesar de sentirem na pele o preço do pão e do aluguel. Hoje acreditam em mito e vive uma efervescência ideológica reacionária, mas dizendo que se deve acabar com as ideologias como se nem humanos fossem.
Confusões mentais, tempestades astrais constantes no universo mitológico que desdenham a ideologia alheia e humana, mas vivem embriagadas da sua e se mostram diariamente numa demência desumana e sem perspectivas de viver a realidade posta no tabuleiro da existência humana.
Ontem 10/12, a Educação Pública foi mais uma vez derrotada pela ação aligeirada dos representantes defensores do Estado Mínimo e das Instituições Privadas da Educação. Infelizmente foi retirado o rico e sagrado dinheirinho da Educação Pública para favorecer Igrejas e o Sistema S. Isso já é privatizar a educação. Tirar dinheiro público para fortalecer, ainda mais, instituições ricas, é tirar o direito dos filhos dos trabalhadores de terem uma Educação Pública e de Qualidade Social