quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

“Todos estão surdos”?

Cada dia que se passa nestes tempos de obscurantismo, aumenta ainda mais o meu estranhamento em relação ao comportamento de determinadas pessoas que exercem um certo poder no país das contrariedades Brasil. Não bastasse o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, querendo destruir intencionalmente a Educação Pública obedecendo as normas do capital, agora se comentam a existência de “pastores” evangélicos fazendo propaganda política partidária no espaço que deveria ser obrigatoriamente para as orações e reflexões.

O reverendo Emerson Patriota da Igreja Presbiteriana de Londrina no Paraná, não satisfeito politicamente com tal situação, instiga seus fiéis a assinarem apoio para a formação de mais uma sigla agremiativa partidária com endereço particular de um certo dono.

Um dia foi um “deles” – governo de plantão – fazer abertamente apologia ao nazismo e mesmo com todo o clamor da sociedade o ocupante do Planalto Central apenas o demitiu e ficou por isso mesmo?

Outro dia aconteceu mais um “deles” gravando conversas com seu superior de plantão na maior falta de ética e compromisso republicano, mostrando assim o vale tudo” para desestruturar as conquistas sociais nesta jovem e desrespeitada República Brasileira.

Agora, apareceu um certo pastor desafiando seus fiéis a apoiarem a criação da “Aliança pelo Brasil”, uma forma de se fazer poderoso e arrecadar dinheiro público chamado de partido do atual ocupante do Planalto Central e parece-me que ninguém ou poucas pessoas se manifestam? Como dizia Roberto Carlos “todos estão surdos”? Aquelas preocupações pela moral e os bons costumes do cidadão de bem, da família tradicional anticorrupção se aliou ao poder disfarçado de falsas ideologias?

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

As Derrotas da Classe Trabalhadora para o Capital Especulativo


A classe trabalhadora no Brasil vem acumulando inúmeras derrotas com o advento golpista com supremo e tudo. Essa turma, “macaco velho” na “política brasileira”, teve grande organização na derrubada do governo Dilma para aplicar suas maldades capitais com a classe trabalhadora.

Lembro-me, ainda, quando a ex presidente Dilma Rousseff estava conflituosamente nos seus últimos dias de governo, parcela da população civil “organizada” tentou defendê-la das garras da máfia belicista nacional e internacional que comanda o capital especulativo mundial.

Quem disse defender da prisão o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve a força necessária que os articulados adversários implantaram e foi contabilizado uma derrota e de repente mais uma sucessiva lista de derrotas que ninguém podia imaginar naquele momento, que infelizmente, passava por um processo de acomodação com a formação política das periferias nacionais e sem consistência, os chamados ficaram registrados nas redes sociais apenas com raríssimas exceções em que a massa foi às ruas, todavia, faltou fôlego para segurar as pontas e o resultado é sabido por todos.

A inércia vivida e promovida pelas centrais sindicais trouxe reflexos imediatos no campo das desilusões de políticas públicas e organização da classe trabalhadora para as transformações que ora vivenciávamos.

Ninguém é diretamente culpado por este processo de acomodação com um governo que atendia as necessidades básicas imediatas da população e os incomodados não perderam tempo, mesmo fazendo parte da aliança governista, se instrumentalizaram de tal forma que o ex senador Romero Jucá chegou a dizer – “com o supremo e tudo” e parece que disto ele tinha conhecimento, pois com o desenrolar dos acontecimentos ficou claro e evidente que as coisas estavam complicadas para a classe trabalhadora.

Não bastasse as inúmeras derrotas sofridas, parte da classe trabalhadora, que por motivos outros, e influenciada pela orquestrada propaganda midiática direitista migrou para o lado dos mandatários que veementemente articulados deram continuidade ao golpe de 2016 impedindo o governo petista e as conquistas sociais.

E a maior derrota para a classe trabalhadora é ficar sem os direitos trabalhistas e previdenciários, mesmo alguns tendo se tornado empresário de si mesmo. Agora é a hora de ir de casa em casa e reverter a situação, mudar estratégias e tentar virar o jogo.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Os Arrotos da Idiotice Número 5


Não tenho nenhuma simpatia por pessoas que se julgam Zeus e falam como se absolutos fossem. Pessoas que não respeitam as leis constitucionais do seu país nada mais são do que foras da lei e, como tal deveriam ser enquadradas.

A Constituição Brasileira de 1988, apesar dos seus infinitos remendos, ainda representa a nossa carta magna e não devemos aceitar que continuem rasgando em pedacinhos dela a cada dia.

Tempos obscuros são vivenciados no cotidiano cheio de retrocessos, mas infelizmente parcela significativa do povo brasileiro parece inerte e assiste a tudo bestializado.

São tantas as provocações ao cidadão que até parece a implementação de um projeto veladamente posto em prática.

A democracia mesmo sendo parlamentar merece estar no tapete vermelho das lides cotidianas daqueles que almejam uma sociedade de Novo Tipo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

A Rebeldia Juvenil Desfila no Tapete Vermelho das Reivindicações


Mesmo tendo já aprovação nos dois turnos da reforma da previdência, na Câmara Federal, a estudantada vai às ruas protestar contra os cortes significativos nas verbas para a educação pública.

Não é de brincadeira a forma como o atual ocupante do Planalto Central tem atuado para desmantelar as estruturas e conquistas da classe trabalhadora deste país, mesmo que para tal ação tenha que aplicar a “velha política” que falaciosamente dizia condenar. Liberar emendas para saciar as ganâncias do baixo clero custou muito caro aos cofres públicos e a nação pagará mais uma vez por algo que não desejava.

Sem esperanças de alguma mudança na postura dos Senadores em relação a reforma da previdência a estudantada faz barulho e se fará resistência nas ruas em busca de manter viva a luta pela transformação nos moldes do gerenciar a República.

Como esperar algo que seja favorável à classe trabalhadora de um representante nato da classe empresarial e que defende com “unhas e dentes” a necessidade da aprovação da Reforma da Previdência? O senador Tasso Ribeiro de Jereissati, ainda PSDB, todavia convicto do seu fortalecimento individual e dos representantes do capital nacional e internacional.

Como disse Raul “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade” a estudantada bota a cara a tapa ideologicamente no tapete vermelho da rebeldia juvenil para mandar um recadinho especial aos defensores da exploração dos trabalhadores e do capital especulativo.

terça-feira, 23 de julho de 2019

A Divina Comédia Humana na sua Exuberância


O grupo Resistência Mandacaru celebrou mais uma grande conquista ao lançar, no sábado, 20 de julho, no Foyer do Teatro José de Alencar seu livro “A Divina Comédia Humana” que lança autores cearenses e independentes.

Quando um sonho torna-se projeto e a união se faz grupo, o sucesso é garantido e foi basicamente assim que tudo aconteceu. Não se pode negar o empenho e dedicação dos coordenadores do projeto: Nonato Nogueira, Djacyr Souza e Luíza Ponte. A corrida para a coisa acontecer se deu com muita emoção e dedicação. Este grupo buscou junto aos artistas da cidade condições de fazer com brilho um sarau lítero musical no dia do lançamento do livro “A Divina Comédia Humana”.

Superando as expectativas do grupo o evento foi na realidade um extraordinário sucesso, pois lotou o espaço físico do Foyer e muitos tiveram que aguardar a saída de alguns, além daqueles que passaram por lá e vendo dificuldades em adentrar no espaço, se foram.

É verdade que com uma programação recheada de artistas onde o cantor Pingo de Fortaleza e seu violão brilharam e abrilhantaram mais ainda o evento que contou também com a presença do grupo de teatro de expressões e as coisas do Brasil e a companhia de teatro Movimento apresentando a performance “Só para não esquecer” com direção de John White que deixou o público atento e emocionado, além do recital de Lucarocas: A Arte do Ser, vários autores declamaram não apenas suas poesias, mas contemplaram os demais colegas autores como foi o caso da Luíza Pontes que fez uma grande homenagem ao Airton Amaral, o relato de Nonato Araújo sobre Mário Gomes e, contaram com a brilhante presença da professora coordenadora da SME Marisa Botão de Aquino apresentando o livro “A Divina Comédia Humana”.

Os autores do livro fazem uma merecida homenagem ao ilustre cantor cearense Belchior, para mim “o maior poeta humanista”, ao andarilho poeta da praça do Ferreira, Mário Gomes e ao escritor poeta italiano Dante Alighieri.

O grupo Resistência Mandacaru avisa que em breve além de outros saraus pela cidade virão novos projetos!

Os Autores: Airton Amaral, Aluísio Cavalcante Jr, Alves Andrade, Ana Karine, Djacyr Souza, Franck Silva, Ivan Melo, Jacqueline Teles, Joacir Rocha, João Marques, Luiza Pontes, Nonato Nogueira, Nonato Reis, Priscila Cavalcante e Zilda Dutra.

 
Crédito Foto: Jacqueline Teles, Djacyr Souza, Luiza Pontes (Resistência Mandacaru)

sábado, 13 de julho de 2019

Deformando as Esperanças Daqueles Produtores da Mais Valia


A classe trabalhadora levou esta semana mais um grande golpe daqueles ditos representantes do povo que não reconhecem os direitos do povo. Já faz muito tempo que a batalha é árdua e por vezes múltiplas, bastante desigual, mas a resistência insiste em existir e resistir diante das atrocidades patrocinadas pelo capital explorador dominante.

Como dizia minha sábia vó: a esperança é a última que morre. Deixa transparecer que ela absorveu direitinho a ideologia dominante de fazer a classe trabalhadora anestesiada do esperar, que na maioria das vezes, não chega nunca para grande parte dos trabalhadores que mesmo com toda a garra fica difícil galgar a meritocracia do vil metal, que fere e mata com luva de pelica.

Quando se pensa que o bom senso irá funcionar nas grandes decisões da dominação capital, chega de mansinho, pelos bastidores uma “mão invisível”para abarrotar de dinheiro os bolsos daqueles que já foram chamados de “picaretas” e “achacadores”, os ditos “representantes”, que pouco ou nenhum compromisso têm com a coisa pública, todavia, permeiam os interesses espúrios no baixo clero da Câmara Nacional.

Assim a classe trabalhadora que mantém vivo o capital com sua força de trabalho sente que pouco ou quase nada vale construir e não se reconhece naquilo que cotidianamente constrói. Lutar e resistir são premissas verdadeiras para a construção de uma sociedade de novo tipo. É bem verdade que a longevidade do brasileiro foi ampliada, todavia, quem muito produz precisa arrecadar parte daquilo produzido e no momento mais crucial da existência dificultam aos produtores do capital a recompensa meio que tardia, chamada de aposentadoria.

Fala-se de deficit na previdência, mas nada se fala em arrecadar dívidas atrasadas de alguns gestores privados com privilégios capital e culpa-se a classe trabalhadora como se ela fosse a responsável pela má gestão da República.

Quarenta anos de contribuição já seria um tempo excedente para quem esperançosamente busca na fé sua recompensa depois de produzir a mais valia para alimentar o capital. Senhores privilegiados, que dizem trabalhar em benefício daquele que lhe delegou poderes, pensem nas próximas eleições e sejam menos caras pálidas no tratar com a sensibilidade humana.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

O rei Filósofo ou o Filósofo rei!?

"A humanidade será feliz um dia, quando os Filósofos forem reis, ou quando os reis forem Filósofos” Platão
A contradição não está apenas na frase de Platão, mas na práxis cotidiana da humanidade. Quase sempre buscamos no outro os nossos desejos e, isto fortalece ainda mais a hierarquia existente na sociedade. Temos a ilusão de que somente alguém bem intencionado poderá saciar um desejo particular da coletividade, daí a necessidade do rei filósofo ou do filósofo rei.
 Crédito Foto: Internet

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Sem Pensar não Haverá Saída na Dominação Capital


Pensar, categoria imprescindível nos dias atuais para a manutenção do desenvolvimento humano diante da robótica alienante que traduz o imediatismo instantâneo no meio da liquidez das relações humanas.

Não há como negar o avanço das tecnologias e a urgente necessidade de nos apropriarmos de seus mecanismos para sair na dianteira deste progresso que borbulha nas mentes imaginárias da coletividade contemporânea. Fala-se que a ‘molecada’ já nasce conectada clicando e navegando nas ondas da internet, todavia, uma parcela significativa ainda se apropria dos livros em busca do conhecimento onde não haja diretamente a inércia do pensar como desenvolvimento da cultura e sociabilidade humana.

Vivo um incomensurável conflito dentro de mim, buscando alternativas para compreender a realidade destituída de emoções transmitidas pelas ondas da comunicação dos interesses de uma esfera dominante que fará de tudo para aprimorar sua lide alienante e perpetuação na dominação capital se dizendo destituída de ideologia, como se isso fosse possível no convívio social, e a massa que cambaleia na busca do bom senso gramsciano, pedala, tecla e parece não ultrapassar o senso comum defendendo com ‘unhas e dentes’ a ideia dominante sem compreender a força giratória liquidificadora que dificulta o pensar por si na individualidade coletiva.

Entretanto, a falta da compreensão do real é proposital na coletividade para a manutenção capital da dominação que diz conduzir o progresso na exploração de geração do trabalho que além de não garantir a seguridade da classe produtora e geradora do capital, funciona como um favor na desesperança daqueles a quem foram subtraídos os diretos naturais na perspectiva liberal de John Locke.

Tal comodidade gera ainda mais a riqueza da exploração que anestesia a carne sangrando daquele que, se quer, percebe seu sangramento e se fortalece no ‘leviatã’ Hobbesiano de que as estruturas podem nem ser as melhores, entretanto, são essas que permeiam as relações das conveniências indesejáveis para a manutenção da cultura que não seja a história dos vencedores propagadas em instâncias positivistas num anacronismo histórico onde as transcendências ajudam o senso comum a permanecer na sua letargia coletiva sem alternativas do ‘pensar subversivo’, submergir no caos, destroçando a dominação capital com uma educação libertadora onde o aprender a pensar seja ‘fácil, extremamente fácil’ como os “games” da garotada robotizada na construção da sociedade de novo tipo, onde o pensar seja a premissa fundamental da lógica na elaboração do seu silogismo.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Professor por um Triz?


Apesar de contribuir com a formação de todas as demais categorias, os professores depois de muitas lutas lograram algumas conquistas com o Piso Nacional dos Profissionais da Educação, contudo, as lutas e direitos estão sendo ameaçados com a chegada do atual ocupante do Planalto Central.

Como desenvolver um país Brasil quando não existem investimentos macicos em educação pública e de qualidade social? Os investimentos já tão minguados correm riscos de ampliar ainda mais esta situação de contingenciamento, para não falar em cortes, e assim prejudicar as futuras gerações que almejam dias melhores no país das grandes desigualdades.

É verdade que a situação em sala de aula não anda favorável aos fabricantes de sonhos e construtores do saber, todavia, a esperança do verbo esperançar alimenta cotidianamente estes sonhadores de um mundo melhor em que a população menos favorecida padece da assistência das políticas públicas e praticamente, órfã do Estado, possa viver com dignidade, mesmo sabendo que essa almejada realidade viva distante das vivências cotidianas nas periferias das cidades neste lindo e maravilhoso país.

Os ataques à essa categoria do desenvolvimento intelectual e social tem sido frequentes e não bastasse tal situação o poder capital que “nenhum” ou quase nenhum compromisso com o desenvolvimento das pessoas, buscam apenas uma qualificada mão de obra para manter seus privilégios de mandatários do poder capital.

Tal instabilidade vem ocupando fortes espaços na lide dos professores com ameaça da Reforma da Previdência, onde os mesmos perderão direitos constitucionais para satisfazer o mercado capital numa linguagem falaciosa de que são donos de valiosos privilégios, que bobagem!

As lutas foram constantes e com a Lei do Piso Salarial veio a conquista de um terço para planejamento e formação e isso tem ajudado e muito a saúde dos professores e o direto de outros tantos professores exerceram sua profissionalidade no mercado de trabalho. Porém essas conquistas estão correndo sérios riscos de chegar ao fim e no dia 12 de junho o STF decidirá sobre a validação constitucional do tempo para formação e planejamento, um terço, dos professores.

Minha torcida é que o bom senso seja prevalecido entre os magistrados e que além de manter a saúde dos professores evitará demissões de outros tantos que contribuem com o desenvolvimento educacional do Brasil.

domingo, 19 de maio de 2019

Ciro e os Interesses Pessoais na Busca do Espaço Nacional


Não deveria, mas vou falar outra vez, parece que o senhor quase deus, Ciro Ferreira Gomes se fazendo de vítima critica a entrevista do ex presidente Lula ao meio de comunicação nacional. Parece que Ciro está no desespero e para não perder de vez o espaço midiático nacional, critica tudo, mesmo aquilo que ele disse um dia acreditar.

É muito triste quando percebemos que não somos aquilo que gostaríamos de ser e conquistar e nesse sentido o senhor ex-quase tudo busca na mídia uma saída para não entrar no esquecimento coletivo. Faz crítica a tudo e a todos como se fosse o dono das ideias brilhantes e tivesse alternativas para resolver as questões do mercado imediatista dono da situação de exploração da classe trabalhadora.

Ciro tem usado sempre a sua inteligência para conquistar adeptos no mercado explorador do capital a nível nacional, entretanto, sempre encontrando dificuldades neste tabuleiro do lucro fácil e exploração mil, pois não se pode ter a confiança dos eleitores comuns quando se apoia uma política dominante da exploração capital sem cuidados mediatos com a classe produtora e até mesmo aqueles que na informalidade buscam sobrevivência na lide cotidiana. Como dizia minha sábia vó: não se pode agradar ao Deus e ao coisa ruim ao mesmo tempo.

O oportunismo é de tamanho incomensurável e isso deixa rastros no seio do bom senso que passa a não acreditar nos propósitos de alternativa política nacional.