sexta-feira, 15 de maio de 2020

O Avança da EaD e a Profissão dos Professores



Ando muito preocupado com a função de professor depois da pandemia. Isso porque ainda existem muitos colegas que atuam de forma precarizada prestando serviço e com o “avanço” da substituição das atividades presenciais por “EaD”, isso mesmo, como o Conselho Estadual de Educação do Estado do Ceará – CEE denominou, sinto que viveremos ainda mais agravada a precarização das condições destes profissionais que se dão de corpo e alma para a educação.

Apesar de achar que o Ano Letivo de 2020 está comprometido, não posso deixar de considerar os decretos governamentais e as deliberações dos órgãos normativos e fiscalizadores, todavia, não denominaria EaD assim como fez o CEE nesta complexa situação momentânea vivenciada neste período da pandemia do Coronavírus. Creio ser razoável utilizar-se de nomenclaturas outras, como: Atividades Não Presenciais, Atividades Remotas, assim como deliberou o Conselho Municipal de Educação de Caucaia – CMEC, mas, nunca Educação à Distância. A EaD tem critérios diferenciados das atuais práticas escolares. Queria aqui defender a necessidade da EaD na Formação e qualificação dos profissionais da Educação Pública através da Universidade Aberta do Brasil – UAB. E não poderia pensar diferente, até porque atuo há anos como Tutor Presencial e percebo a dedicação e compromisso dos profissionais envolvidos na formação social e socialização do saber.

Vejo que, assim como nas demais modalidades de Ensino, existem aqueles alunos que se destacam na EaD e que tiram o melhor proveito do seu tempo e do que está sendo ensinado dentro da hierarquia das desigualdades educacionais.

Vivemos numa sociedade capitalista e por isso existem também as múltiplas opções de escolha, então a rede privada tem todo o direito garantido nas leis do país de ocupar o seu espaço, todavia, existem por aí “alguns mercadores da educação” que se aproveitarão da situação atípica da pandemia do coronavírus para reduzir seus professores em detrimento da implementação da EaD no Ensino Básico Regular e espero estar completamente enganado e torcendo para que o contrário aconteça, todavia, o Estado brasileiro seguirá na mesma direção numa linguagem mercadológica de que devemos recuperar a economia do país.

Muito se pensou e muitas normativas forma deliberadas sobre como recuperar os dias letivos parados para tentar não prejudicar o ano letivo de 2020 e não entrar 2021 com turmas 2020 por conta do Isolamento Social. Infelizmente esqueceram de mencionar nas normativas a preocupação com as desigualdades. Nossa sociedade não é uma linha reta.

Nos princípios de ensino da Constituição Federal Brasileira do 1988 no seu artigo 206 e no artigo 3º da Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional – LDBEN prescreve que se deve garantir igualdade de condições de acesso para todos.

São pensamentos meus que parecem a cada dia mais reais neste momento da pandemia da COVID-19 e crise da Saúde Pública e Econômica brasileira.



Crédito Imagem: Internet - santo google

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Será Golpe ou FakeNews?


Creio que a população já está cansada de tantas notícia mentirosas nas redes sociais e parece estão dedicando mais tempo às mídias tradicionais? Diante deste contexto de pandemia da COVID 19 – coronavírus – em que os governadores estão agindo de acordo com as orientações dos órgãos responsáveis pela saúde e a ciência, o ocupante do Palácio do Planalto insiste em promover a discórdia e conclamar pessoas para garantir a riqueza dos empresários donos do capital, parte especulativo, em detrimento de cuidar da saúde pública.

Não bastasse tudo que vem acontecendo de retrocesso na sociedade Brasil, agora surge uma manchete na UOL – Folha de São Paulo que diz o seguinte: “Bolsonaro diz ter supostos dados de inteligência de um plano de Maia, Doria e STF contra ele” e isso é algo por demais sério, ou será que não passa de blefe, jogar para a plateia tentando continuar nas asas da comunicação ou ainda mais uma mentira deslavada do gabinete do ódio que nada mais faz além de promover sentimentos de discórdia e a mentira como instrumento de manter seus seguidores alienados e “brigar” nas redes sociais por sofisma incomensuravelmente falaciosos simplesmente para defender o “direto do homem trabalhar”, como diz parte de seus seguidores.

Caso isso seja verdade será necessário que o presidente da Câmara Maior, o governador de Sampa e o presidente do STF se pronunciem o mais rápido possível. Contudo, se for mais uma das deslavadas falácias do “disse não disse” que seja muito bem explicado e, urgentemente, pelo o senhor ocupante do Palácio do Planalto.

Numa democracia, mesmo sendo ela apenas representativa, teoricamente temos o direito de ir e vir, “exceto” no momento de quarentena em que devemos pensar nas possibilidades e precariedades em que vive a saúde pública e, dizer o que nos for conveniente, assumindo assim responsabilidades e isso deverá ser universal senhor ocupante do Palácio.

Crédito Foto: Internet

quinta-feira, 26 de março de 2020

Isolamento Social não será justificativa para fracassos econômicos

Engraçado ouvir pessoas dizerem que se a economia parar muitos morrerão. Parece-me que certas pessoas desdenham da nossa capacidade de pensar. Qualé cara pálida, a economia já está parada faz tempo e você, parece não enxergar. Quer ver exemplo? Verifica o PIB do Brasil...

A bolsa de valores manda no capital, contudo não deveria mandar nas mentes que não possuem capital nem produtivo que dirá especulativo e ficam defendendo coisas que não lhes pertencem.

Vidas são importantes, sim, e principalmente em momento de crises. Observamos que a miserabilidade é crescente no mundo capitalista e no Brasil não é nada diferente. Quando a insensibilidade gerencial corta benefícios sociais como o que aconteceu recente, onde foi cortado o bolsa família para parte das pessoas nordestinas e foi preciso a justiça determinar a manutenção necessária já existente.

A classe empresarial quase sempre arranja incentivos governamentais quando se encontra em dificuldades financeiras. Se incentivos existem para salvar o capital, por que não destinar ajuda para salvar vidas?

Credito Foto: Claudio Rocha - Facebook

segunda-feira, 16 de março de 2020

Pelo Fim da Ignorância e da Irresponsabilidade Social

É bem verdade que não dá para apoiar um Congresso como este atual, onde 60% representa a parte negativa da representação brasileira, todavia, defender seu fechamento é no mínimo, não zelar pela jovem democracia brasileira e isso não é comigo.

Neste domingo 15 de março uma parcela da população brasileira, desafiando as normas de civilidade e solicitação das autoridades da Saúde Pública do País, foi às ruas com palavras de ordem antidemocráticas e parece que a sociedade assiste a tudo bestializada.

Sabemos que os poderes perderam o carácter harmônico e independente a partir do Golpe de 2016 quando depuseram a ex-presidente Dilma Rousseff, até hoje não comprovado irregularidade no seu governo, mas segundo a falta de criatividade de alguns dos congressistas, falava-se em conjunto da obra como justificativa.

Difícil imaginar um parlamentar agindo em benefício próprio para prejudicar um povo e isso acontece frequentemente nas Casas Legislativas Maior. Se não vejamos: a Reforma da Previdência é um dos exemplos mais recentes no tapete da exploração das pessoas menos favorecidas economicamente.

Mesmo sabendo que muitos nem sabem o que significa agir republicanamente é preciso ter a consciência que a Democracia Parlamentar irá facilitar ao povo uma alternância de cabeças, mesmo que tais escolhas sejam a menos ruim faz-se necessário acreditar que não podemos desistir de escolher, quem sabe um dia a gente acerta.

Por mais Educação Pública e de Qualidade Social para que as pessoas consigam emergir da dominação capital e buscar no bom senso sua independência dentro da coletividade social.

sábado, 14 de março de 2020

Ataque fulminante Tira Bebianno da Vida Política?


Inesperadamente morre aos 56 anos o ex-comandante da campanha presidencial, ministro por vinte e poucos dias e inimigo político do atual ocupante do Planalto Central, Gustavo Bebianno.

Bebianno disse que teria uma carta para ser aberta somente após a sua morte e de repente um ataque fulminante tira Bebianno do páreo das próximas eleições municipais do Rio de Janeiro.

O governador de São Paulo, João Dória juntamente com o governador carioca, Wilson Witzel buscavam diminuir o poder político do clã que comanda os “disse-me disse”, não disse de Brasília e já haviam lançado Gustavo Bebianno pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo o PSDB.

Quando menos se espera o homem amanhece morto. Será que morrerá o desejo de Dória e Witzel? E como ficará a disputa pela prefeitura carioca? Será que a carta falada por Bebianno será aberta após sua morte?

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Amotinados ou Alienados ao Oportunismo Eleitoral?


Como pode acontecer firmar um acordo onde os ditos representantes saíram cantando vitória e quando todos pensavam que tudo seria resolvido, estabelece-se o caos e começam tocar o terror para a sociedade que, além de refém, paga incondicionalmente seus impostos?

Difícil acreditar que certas lideranças em ação só estão fazendo uso de sua força política para se fortalecer eleitoralmente para o próximo pleito de outubro de 2020. Isso ficou bem claro com a postura de um certo senhor que já usufruiu eleitoralmente de uma situação semelhante. É bem verdade que naquele momento de 2012 os amotinados não estavam respaldados pela política adotada no comando geral do Planalto Central.

Se o diálogo existiu e os representantes saíram da mesa de negociação com suas reivindicações atendidas, é de se estranhar o comportamento dos insubordinados encapuzados tocando o terror num momento delicado em que a população aproveita para ampliar suas alegrias. Não adianta falar em quem tem razão neste momento. Será necessário o restabelecimento da ordem no caos implantado na sociedade e desejamos que os policiais tenham bom senso e retornem a sua rotina de trabalho e defendam o patrimônio público e a sociedade.

Nunca imaginei viver para presenciar pessoas encapuzadas furando os pneus de viaturas da polícia militar. Pessoas parando carros da polícia civil etc e tal… Deixo claro aqui que sempre prezamos pelos direitos humanos e de certa forma vibramos quando a sociedade concedeu direitos políticos para alguns militares, todavia, se faz necessário respeitar a lei constitucional do país.

De repente o governador Camilo Santana se sentiu de mãos atadas e recorre ao governo central buscando a força nacional para combater o caos na sociedade e isso certamente tem um capital político muito elevado. Sem mais nem menos o comando da Segurança Nacional chega por aqui na pessoa do Ministro da Justiça e Segurança Nacional apenas para deixar leve ou, como bem disse o senhor – serenar os ânimos e falaciar sobre a realidade de insegurança pela qual passa a sociedade cearense.

Como cidadão cearense estimamos que a categoria de policiais que trabalha em prol da segurança pública repense as propostas feitas pela categoria e atendidas pelo governo cearense e voltem aos seus postos de trabalho pelo bem da sociedade.

Muito nos preocupa o comportamento de alguns policiais agindo como se fora da lei fosse e isso contribuí imensamente para o descrédito da polícia militar diante da sociedade que paga seus proventos incontestavelmente.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Reivindicar ou Amedrontar?


Se os policiais com suas reivindicações estão aquartelados, quem são os “fora da lei” que estão tocando o terror na sociedade e parando viaturas da polícia em movimento?

Num movimento reivindicatório de professores em passeata muitos da população chamam de vagabundo e quando aparece um pichador a voz é geral: são bandidos depredando o patrimônio público. 
 
Como pode uma certa parcela da população tratar com tanta diferença as reivindicações justas e constitucionais dos professores e um aquartelamento inconstitucional com cheirinho de aproveitamento eleitoreiro de alguns ditos representantes do povo?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

“Todos estão surdos”?

Cada dia que se passa nestes tempos de obscurantismo, aumenta ainda mais o meu estranhamento em relação ao comportamento de determinadas pessoas que exercem um certo poder no país das contrariedades Brasil. Não bastasse o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, querendo destruir intencionalmente a Educação Pública obedecendo as normas do capital, agora se comentam a existência de “pastores” evangélicos fazendo propaganda política partidária no espaço que deveria ser obrigatoriamente para as orações e reflexões.

O reverendo Emerson Patriota da Igreja Presbiteriana de Londrina no Paraná, não satisfeito politicamente com tal situação, instiga seus fiéis a assinarem apoio para a formação de mais uma sigla agremiativa partidária com endereço particular de um certo dono.

Um dia foi um “deles” – governo de plantão – fazer abertamente apologia ao nazismo e mesmo com todo o clamor da sociedade o ocupante do Planalto Central apenas o demitiu e ficou por isso mesmo?

Outro dia aconteceu mais um “deles” gravando conversas com seu superior de plantão na maior falta de ética e compromisso republicano, mostrando assim o vale tudo” para desestruturar as conquistas sociais nesta jovem e desrespeitada República Brasileira.

Agora, apareceu um certo pastor desafiando seus fiéis a apoiarem a criação da “Aliança pelo Brasil”, uma forma de se fazer poderoso e arrecadar dinheiro público chamado de partido do atual ocupante do Planalto Central e parece-me que ninguém ou poucas pessoas se manifestam? Como dizia Roberto Carlos “todos estão surdos”? Aquelas preocupações pela moral e os bons costumes do cidadão de bem, da família tradicional anticorrupção se aliou ao poder disfarçado de falsas ideologias?

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

As Derrotas da Classe Trabalhadora para o Capital Especulativo


A classe trabalhadora no Brasil vem acumulando inúmeras derrotas com o advento golpista com supremo e tudo. Essa turma, “macaco velho” na “política brasileira”, teve grande organização na derrubada do governo Dilma para aplicar suas maldades capitais com a classe trabalhadora.

Lembro-me, ainda, quando a ex presidente Dilma Rousseff estava conflituosamente nos seus últimos dias de governo, parcela da população civil “organizada” tentou defendê-la das garras da máfia belicista nacional e internacional que comanda o capital especulativo mundial.

Quem disse defender da prisão o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve a força necessária que os articulados adversários implantaram e foi contabilizado uma derrota e de repente mais uma sucessiva lista de derrotas que ninguém podia imaginar naquele momento, que infelizmente, passava por um processo de acomodação com a formação política das periferias nacionais e sem consistência, os chamados ficaram registrados nas redes sociais apenas com raríssimas exceções em que a massa foi às ruas, todavia, faltou fôlego para segurar as pontas e o resultado é sabido por todos.

A inércia vivida e promovida pelas centrais sindicais trouxe reflexos imediatos no campo das desilusões de políticas públicas e organização da classe trabalhadora para as transformações que ora vivenciávamos.

Ninguém é diretamente culpado por este processo de acomodação com um governo que atendia as necessidades básicas imediatas da população e os incomodados não perderam tempo, mesmo fazendo parte da aliança governista, se instrumentalizaram de tal forma que o ex senador Romero Jucá chegou a dizer – “com o supremo e tudo” e parece que disto ele tinha conhecimento, pois com o desenrolar dos acontecimentos ficou claro e evidente que as coisas estavam complicadas para a classe trabalhadora.

Não bastasse as inúmeras derrotas sofridas, parte da classe trabalhadora, que por motivos outros, e influenciada pela orquestrada propaganda midiática direitista migrou para o lado dos mandatários que veementemente articulados deram continuidade ao golpe de 2016 impedindo o governo petista e as conquistas sociais.

E a maior derrota para a classe trabalhadora é ficar sem os direitos trabalhistas e previdenciários, mesmo alguns tendo se tornado empresário de si mesmo. Agora é a hora de ir de casa em casa e reverter a situação, mudar estratégias e tentar virar o jogo.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Os Arrotos da Idiotice Número 5


Não tenho nenhuma simpatia por pessoas que se julgam Zeus e falam como se absolutos fossem. Pessoas que não respeitam as leis constitucionais do seu país nada mais são do que foras da lei e, como tal deveriam ser enquadradas.

A Constituição Brasileira de 1988, apesar dos seus infinitos remendos, ainda representa a nossa carta magna e não devemos aceitar que continuem rasgando em pedacinhos dela a cada dia.

Tempos obscuros são vivenciados no cotidiano cheio de retrocessos, mas infelizmente parcela significativa do povo brasileiro parece inerte e assiste a tudo bestializado.

São tantas as provocações ao cidadão que até parece a implementação de um projeto veladamente posto em prática.

A democracia mesmo sendo parlamentar merece estar no tapete vermelho das lides cotidianas daqueles que almejam uma sociedade de Novo Tipo.