quinta-feira, 28 de março de 2019

Caldo de Galinha e bom Senso não Faz mal a Ninguém


Enquanto trabalhador que sou, fico contente quando vejo um gestor respeitar as normas sociais. Não faz muito tempo percebi na página da Prefeitura de Caucaia – Facebook a propagação do cumprimento da lei federal do Piso Salarial dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate a Edemias reajustando assim tais salários em 23.27% e aqui não se fala em limite prudencial.

As meninas do Sindsep propagaram via mensagem de áudio que o senhor prefeito de Caucaia, Naumi Amorim, não concorda com o reajuste dos Professores em apenas 1% proposta extra oficial quando o indicativo do MEC é 4.17%.

Apelo para o bom senso prevaleça na reunião que acontecerá amanhã, sexta feira, 29 e que a sensibilidade social do gestor seja o respeito a Lei Federal do Piso dos Professores para que aconteça o fim do movimento paredista que já dura 8 dias de luta da categoria que não arreda o pé nem no sol nem na chuva.


Crédito Foto: Prefeitura e Sindsep

quarta-feira, 27 de março de 2019

Paz não Combina com Ditadura


Como bem disse Caetano: alguma coisa está fora da ordem e pelo visto com uma amplitude imensa nos últimos dias. Como imaginar alguém falar de Paz na cabana e propagar a guerra?

Parece estranho a agenda política de Brasília quando alguns pensavam ser harmonia entre os poderes, parece que deu errado certos pensamentos e articulações, pois com os últimos acontecimentos, prisão do golpista mor e cia LTDA, diga-se de passagem, todos soltos, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, andou falando que a base governista não parece ter alicerce e em relação à reforma da previdência do atual ocupante do Planalto Central parece que alguém está chegando no fim da festa e pedindo para tocar a música e ainda por cima dançar de rosto colado. Isso seria possível?

Diante de tantos contratempos e arranhões o povo fica bestializado, inerte, assistindo de camarote, quando deveria mesmo era ir às ruas dizer Não à este grande ataque aos direitos da classe trabalhadora.

Enquanto existir interesses particulares em jogo a Política na sua etimologia não caminha nesta República chamada Brasil. Pois mesmo dizendo que não fará de seu governo moeda de troca para aprovar seus projetos e reformas, o ocupante do Planalto Central faz na surdina e por debaixo dos panos os favorecimentos do “Toma lá dá cá” tão conhecido entre aqueles que se dizem gerenciar o poder público.

Parece piada, e de mau gosto, ver no meio de comunicação televisivo o senhor twiteiro ocupante do Planalto Central falar em Paz entre os Poderes (Executivo e Legislativo), todavia, almeja celebrar o Golpe civil militar de 1964. Será que ele entende que tais situações são historicamente opostas? Fica no ar minha dolorosa interrogação.

terça-feira, 26 de março de 2019

No Prejuízo


Ainda sentindo nas finanças a retirada da cobrança em folha, o Sindsep Caucaia, hoje teve uma fragorosa derrota quando a Câmara Municipal aprovou com folga o projeto de redução da disponibilidade de seus dirigentes encaminhado pelo Prefeito Municipal, Naumi Amorim.

Neste caso as divergências ideológicas são deixadas de lado e quero deixar explicita a minha solidariedade às “meninas” do sindicato. Não bastasse o “baque” do golpe aplicado pelo o Planalto Central com a Medida Provisória 873 em que asfixia a manutenção do sindicalismo brasileiro, agora elas perdem peças significantes no tabuleiro das ações sindicais e com isso os trabalhadores serão prejudicados direta ou indiretamente.

 
Crédito Foto Airton dos M@res.

segunda-feira, 4 de março de 2019

TANTO RISO, TANTA ALEGRIA...

      O Poeta Ivan Melo relata um sonho que muitas pessoas na sua pré-adolescência vivenciaram, mas que infelizmente calaram diante de tamanha timidez.

    Lá pelos meus doze anos, eu conhecia o carnaval somente pelas festas da escola. Aqueles bailinhos com fantasias meio infantis. Tocavam as marchinhas que, mesmo numa época tão remota, já eram antigas. Eu adorava aquelas canções, principalmente as mais românticas. Menino tímido, não me engajava tanto em pular, correr ou jogar confetes nos amigos. Nem dançava. Ficava a um canto, pensativo, a ouvir as músicas. Muitas delas me comoviam. 

    Eu era apenas uma criança, e ficava ali no meio da festa, alegre ou triste pelo que ouvia naquelas letras melodiosas. Eu ouvia os refrões e me entristecia, solidário com o Arlequim que chorava “no meio da multidão”. Ficava entristecido pela"Camélia que caiu do galho, deu dois gritinhos e depois morreu”. Sentia dó pela Jardineira também triste e ficava imaginando como teriam sido os dois gritos da Camélia. Eu até vertia lágrimas por ela e nem sequer sabia o que era um arlequim, um pierrot nem colombina. Nada conhecia sobre o amor, mas me comovia pensando quão especial seria a colombina para fazer o pierrot e o Arlequim chorarem tristes pelo seu amor. Como disse, eu nada sabia do amor, ainda assim apaixonei-me de uma paixão pura e arrebatadora, talvez eterna, por ela, pela misteriosa Colombina. Era por ela que eu esperava todos os anos, quando se iniciavam os festejos do carnaval. Por ela eu chorava de tristeza , escondido na multidão. 

    Muito tempo se passou e muita coisa mudou. As músicas de carnaval, os temas e as musas que as inspiram. Hoje, em meio às danças coreografadas –  seja da tartaruga, da manivela, do vampiro, etc – , em meio a lepo lepo ou a lapadas na rachada, diante das novas imagens que povoam o universo carnavalesco – um arsenal sem limites de seios e bumbuns rijos e volumosos expostos no salão. Garanto que naquela época não passavam em minha mente tais atributos em minha colombina. Hoje, ainda procuro na multidão o pierrot apaixonado, a jardineira triste, o Arlequim choroso e principalmente a columbina, personagens que tanto encantaram meu imaginário  quando menino de doze anos. Este, bem como aquele arlequim, ainda existem e continuam vivos em algum lugar, recônditos, dentro de mim.

 Crédito Foto: Ivan Melo.

domingo, 3 de março de 2019

Somos Cristãos?


Perceber que algumas pessoas que vibraram, comemoraram a morte do Arthur, uma criança de apenas 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são defensores da imbecilidade, facilmente se compreende. Mas saber que elas se intitulam cristãs e propagam o evangelho me causa uma grande estranheza.

Não deve ser humano quem comemora, quem celebra a morte de alguém, mesmo que a pessoa em questão não faça parte da sua relação de admiração e respeito, todavia, como humano e finito que somos devemos pensar nos ensinamentos cristãos que nossa sociedade nos impõe desde a mais tenra idade.

Parafraseando o papa Francisco, quem comemora a morte do outro já deixou de ser humano faz tempo e certos entes insensíveis deveriam antes compreender a intensidade que a transcendência representa na vida das pessoas humanas.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Gratidão, EPCT


Quando se tem determinação os obstáculos se transformam em pontes para construção da trajetória que busca as conquistas almejadas. E por falar em determinação e garra esta brava turma da Licenciatura em Educação Profissional, Científica e Tecnológica – EPCT_UAB_IFCE já demonstrou ter de sobra. Brava turma de questionamentos mil. No final do seu primeiro semestre teve um grande entrave sobre a mudança da grade curricular e diante da nova realidade foi mostrado três alternativas como solução do percurso.

Hoje sabemos que a decisão tomada pela grande maioria da turma foi a mais correta e trocar a roda do trem da história em pleno movimento não é desafio simples, mas esta turma enfrentou com receio, críticas e muita determinação, mesmo sem a certeza da longa trajetória parafraseou o poeta de que não havendo caminho, fez seu caminhar.

Semestres turbulentos, todavia, com muitos conhecimentos foram se sucedendo onde os encontros e desencontros estiveram sempre na crista da onda. Na busca de identidade essa valiosa turma buscou integração com outras realidades educacionais voltadas para a Educação Profissional e em julho de 2017 em Natal, participou do IV Colóquio Nacional e I Internacional - A Produção do Conhecimento em Educação Profissional: A reforma do ensino médio e suas implicações para a educação profissional do Instituto Federal do Rio Grande do Norte – IFRN donde trouxe consigo novas experiências e vivências. Foi por lá que aconteceram os contatos com os ilustres autores da bibliografia exploradas por essa turma no seu chão cotidiano da sala de aula e virtualidade.

Para enriquecer ainda mais suas vivências com a Educação à Distância, participou do XV Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância – IV Congresso Internacional de Educação Superior a Distância – ESUD em novembro de 2018 também em Natal – RN. E para não parar de respirar entre Estágio e TCC, ainda esteve no ENALIC da UECE.

Depois de uma longa caminhada fazendo seu próprio caminho, ontem, 28 de fevereiro, chegou o momento de mostrar aquele sorriso de contentamento, agradecimentos e respirar aliviado na jornada final de Colação de Grau realizada na reitoria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE, instituição de grande valia na formação de pessoas que buscam formação profissional na sociedade cearense.

Parabéns a cada um dos guerreiros, gente boa da EPCT, por permanecerem juntos mesmo nas diversidades, todavia determinados na busca de uma Identidade do curso numa realidade obscura, estivemos de mãos dadas com altruísmo, coisa de gente grande, determinada e com formação humanista e social.

Gratidão é o que sinto pela caminhada de aprendizado, companheirismo e pela socialização de suas conquistas.


Crédito Fotos: Turma EPCT

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

A Flexibilização das Leis Trabalhistas e a Empregabilidade


Que situação vivem os trabalhadores brasileiros neste contexto mundial do conservadorismo reacionário que, obedecendo o pêndulo do capital internacional, determina mudanças com vantagens para o fortalecimento dos detentores dos bens materiais e muito prejudiciais para quem produz a fortaleza de tal capital.

Não faz muito tempo, foi propagado intencionalmente que os patrões não estavam mais aguentando pagar tantos encargos trabalhistas para manter seus funcionários na ativa, e para tentar solucionar “perdas” patronais e gerar empregos, contribuindo assim com o crescimento do país, foi flexibilizado as leis trabalhistas onde, silogisticamente, teria maiores e melhores condições de empregabilidade. Para alguns trabalhadores explorados no regime de contratos provisórios seria uma boa forma de no final de cada contrato, arrecadar um “pouquinho” por ter sua carteira de trabalho assinada.

Parece-me que tal flexibilização das leis trabalhistas não foram suficientes diante da ganância dos detentores do capital, e a taxa de desempregados continua em níveis estratosféricos. Certamente o capital, dito, “promotor do desenvolvimento”, não encontrou razões suficientes para a frouxidão das leis trabalhistas e agora a multinacional FORD ameaça fechar as portas e demitir seus trabalhadores, e aqui não entram questões ideológicas de quem votou em quem, todavia se faz necessário solidariedade aos trabalhadores que engrossarão as fileiras da informalidade.

Diante de tal gravidade não dá para culpabilizar quem por orientações equivocadas e cansado de ouvir a grande mídia jogar contrário à corrupção, imaginar que tais falácias seriam possíveis de se resolver trocando as peças do tabuleiro político governamental, desconhecendo as raízes formadoras da mais valia que explora e expropria a força de trabalho de quem produz para sobreviver.


sábado, 16 de fevereiro de 2019

Dia de Integração


Quero aqui agradecer o compromisso e dedicação dos nossos alunos que fazem História. Hoje foi uma prova de fogo e vocês se fizeram presentes no nosso desafiador Dia de Integração. Grato pela colaboração do nosso café coletivo que apesar do horário, foi muito bom. Parabéns ao grupo do PIBID UECE por ter apresentado o programa para a turma e sua dedicação ao assumir novas experiências e formação.

É bem verdade que alguns não voltaram no turno da tarde, mas a qualidade remanescente foi de um brilhantismo fundamental na participação e prolongamento do debate com a professora Dra Valéria Aparecida Alves mediado pelo professor Fábio Freire. Obrigado Myllena pela importante atuação, participação de toda a turma.

Parabéns à coordenação do Polo Novo Pabussu prof. Lúcio Moreira, professoras Fátima Sousa e Renata Ventura, que abraçaram fortemente esta ousada e desafiadora ideia da coordenação do Curso de História EaD/UAB/UECE, professoras Doutoras Zilda Maria Menezes Lima e Silvana de Sousa Pinho.

Como nem tudo na vida são flores, lamento a ausência daqueles que por algum motivo particular não se fizeram presentes.

Universidade Aberta do Brasil em parceria com a Universidade Estadual do Ceará cumprindo seu papel social na formação de pessoas.
 Crédito Foto: Airton dos M@res

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Superar o Estranhamento é Condição sine qua nom Humana


Conversando com algumas pessoas que certamente pensam diferente de mim, percebi que os termos alienação e ética ainda não foram compreendidos por tais argumentos praticados. Muitas pessoas não conseguem perceber alienação como sinônimo de estranhamento, de alienar-se a outro, nem a ética como ciência ou reflexão sobre o agir humano e moral, contudo, generalizam as categorias etimológica das palavras.

Parece-me que pensar nos dias atuais, tempo de obscurantismo presente e vindouro, tornou-se ultrapassado no conhecimento do ser enquanto pessoa humana. Talvez por isso torne-se quase que impossível para tais seres andantes que na sua grande maioria só conseguem ver a pessoa como indivíduo sem saber que este indivíduo nada mais é que o ser da solidão na vil sociedade do capital.

Na realidade a alienação produzida pela exploração capital torna o ser desligado da realidade por ele incompreendida. Desconfio que este ser alienado só se reconheça na força da exploração e no produzir bens para o fortalecimento daquele que o explora. Pois bem camaradas, a alienação enquanto estranhamento é contingente e terá sempre uma carga de negatividade, portanto, tornar-se-á superável. Mas aí você diz: todos nós somos alienados. É verdade, todavia, a minha alienação nada mais é que a exteriorização positiva das relações de produção e com isso necessária.

Pensar que certos seres jamais chegarão à conclusão do duplo aspectos do trabalho no sistema capitalista é por demais traumático para alguém, como eu, que ver a ética como reflexão do agir humano e não do bem em si, mas do para si na coletividade, ou seja, saindo do particular para o não mais particular. Na realidade produtiva do capital podemos perceber o ser criador de valor de uso e o criador de valor de troca, este último predomina o trabalho estranhado, onde ele tudo produz e de nada ou quase nada se apropria. Assim, o ser que produz carro na grande maioria das vezes anda de coletivo e por aí vai se fortalecendo a mais valia de Marx.

Faz-se necessário compreender o devir ser como uma antologia social numa posição teleológica da causalidade natural para a concretude da causalidade posta, onde existe a interferência do ser determinando a realidade posta, portanto, esta alienação torna-se insuperável. Ou seja, a partir de uma certa matéria natural o ser influencia diretamente no resultado da construção da realidade posta, desta feita minimizando o estranhamento social criado pelo próprio homem na convivência social.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

POR QUE VOTAR CONTRA BOLSONARO NO SEGUNDO TURNO E SEMPRE

Compartilho aqui o artigo do Professor Doutor da Universidade Federal do Ceará - UFC e Cientista Político Uribam Xavier. Por que votar contra Bolsonaro no Segundo Turno e Sempre.

“Não é bom, em meio a um contexto tão sinistro, deixar-se afundar no catastrofismo melancólico e derrotista. Porque todo poder visa também a isto: nos separar de nossa força, nos inculcar a tristeza, a angustia, o medo, a culpa e sobretudo a sensação de impotência.” Peter Pál Pelbart.
As pessoas que me são mais próximas sabem que venho há um bom tempo me posicionando de forma crítica em relação ao pensamento político petista , ao seu projeto de governo e de seu envolvimento nas práticas de corrupções, mas que também sou crítico do leninismo-marxista. Penso que esquerda, centro e direita são partes operante da ordem capitalista e que com essas práticas não teremos nenhuma ruptura sistêmica. A luta pela liberdade é uma luta epistêmica, pensar dentro do modelo epistêmico Iluminista é perpetuar a dominação, mesmo que seja um pensamento crítico de esquerda. Hoje tento pensar a partir da ideia de diferença colonial, como pensada por Walter Mignolo, mas não tenho tempo para desenvolver essa ideia aqui. Nas ultimas eleições tenho votado em pessoas e não em partidos, com uma preferencia mais acentuada por pessoas filiadas ao PSOL. No primeiro turno votei em Boulos [50] e estava propenso a votar nulo, mas não vou fazer por alguns motivos que lhe ofereço na esperança que possam lhes servir, caso você pretenda votar em branco, para um posicionamento contra Bolsonaro. Vou votar no Haddad, vou fazer um voto simbólico contra Bolsonaro e o que ele representa para nosso país e para a humanidade. Aqui vou lhe apresentar apenas três dos meus argumentos:
1.º - Bolsonaro é um homem com pensamento e prática fascista, ele usa do direito de livre expressão e, como deputado, usa da imunidade parlamentar, para ser o que ele é: violento, machista, homofóbico, racista e para defender à execução sumária de bandidos, combater o fantasma do comunismo, transforma em alvo de ódio os índios, os negros e as mulheres que não aceitam o papel que lhe impõe a cultura patriarcal. O senhor Bolsonaro é um agente estimulador e multiplicador de um estilo de vida protofascista e é, sim, corresponsável pelo conjunto de afetos e práticas de violência que durante a campanha eleitoral de 2018 vem se proliferando em nosso país;
2.º - Bolsonaro passou a ser o candidato dos interesses dos Irmãos Charles Koch e David Koch, segunda a revista Forbes, cada um é possuidor de 42,9 bilhões de dólares, eles ocupam o sexto lugar na lista dos bilionários do mundo. São empresários do ramo do petróleo. No campo político eles atuam mundialmente por meio do Instituto Benito Mussolini e Sociedade John Birch, organizações de extrema direita que patrocina ações de combate aos direitos civis e aos direitos humanos. No Brasil, os irmãos Koch vêm atuando há mais de uma década; financiaram o movimento “ Estudantes Pela Liberdade”, o “ Movimento Brasil Livre – MBL”, e o Instituto Ordem Livre, nas suas ações contra os governos petistas. O mentor intelectual do MBL, Fabio Ostermann, mantém relações com o Instituto Liberal e o Instituto Liberdade. Todas essas organizações são patrocinadoras de cursos de doutrinação e divulgação de ideias que compõem a visão de mundo da extrema-direita e do fascismo. São patrocinadoras de meios de comunicações, jornalistas, colunistas de jornais, editoras e pensadores conservadores. Portanto, é uma grande ingenuidade acreditar que o senhor Bolsonaro é um homem de bem comprometido com a moralidade do Brasil e interessado em colocar ordem no país, ou seja, acabar com a violência e a corrupção e fazer o país crescer;
3.º - Estamos numa conjuntura de perdas, vivemos um momento sombrio e tenebroso, onde a extrema-direita tem a iniciativa política e vem construindo uma hegemonia. Assim, a vitória de Bolsonaro seria a formação de um novo bloco no poder: o bloco fascista. A vitória de HADDAD, é a única opção para evitar um desastre maior, um desastre que a maioria dos que votam em Bolsonaro, cegos, pelo seu ódio ou descontentamento com os governos petista e com o governo Temer, não tem alcance para perceber. Nem todo eleitor do Bolsonaro é fascista ou de extrema-direita, mas seguindo suas paixões podem cair num buraco e levar o país a uma situação de guerra de todos contra todos. Bem, que a esperança seja nossa companhia em nossa árdua tarefa de derrotar, no segundo turno, o fascismo no Brasil. E, aqui, ele tem nome: Bolsonaro.