sábado, 21 de dezembro de 2013

O Aumento de Impostos como Presente de Ano Novo?


Os novos gerentes municipais estão aproveitando os festejos de final de ano para aplicar medidas impopulares àqueles que lhes delegaram tal poder. Em Sampa, Fernando Haddad (PT), foi impedido pelo STF que barrou aumento escalonado de até 35% do IPTU paulista.

Já em Salvador, ACM Neto (DEM), não foi tão generoso com o povo Soteropolitano e demais moradores, aumentando em até 300% o tal Imposto (IPTU). Aqui em Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio (PROS), contando com a subserviência de grande maioria da câmara municipal, no apagar das luzes, não teve pena nem dó, aumentou o IPTU taxando aqueles mais humildes.

A justiça que foi implacável em Sampa, precisa agir com veemência contra a tamanha ganância dos insaciáveis gestores tanto em Salvador quanto em Fortaleza. Defender os direitos dos trabalhadores é fundamental para o fortalecimento da democracia.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Fazer Política é Imperativo


A priori, a política deveria ser a arte da completude humana, a busca da ética social no sentido de garantir a felicidade da coletividade cidadã. O fazer política deveria ser imperativo a todos os seres humanos e nunca à imposição da força autoritária dos ilustres mandatários da moral burguesa. Mas as ambições particulares tiraram o caráter científico do fazer política. Parafraseando Rousseau (1), “O homem nasce bom, o meio é que o corrompe”. Assim caminha o agir político contemporâneo. A busca pelo poder é determinantemente fascinante. Sempre os mesmos no comando do gerir as ideologias e deturpar os sonhos e as ilusões do povo que sempre acredita na sofística quimera propagada antes das eleições.

O agir cidadão no campo da liberdade está intrinsecamente ligado à moral particular e deveria regular as normas de conivência social. Aqui cito Kant (2): “Duas coisas me deixam maravilhado, o céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de mim”. Se os atuais agentes da política contemporânea dedicassem o mínimo possível à moral particular, quem sabe, existiria ética no espaço público do praticar política.

Todavia, a “políticalha”, o fazer doentio da política, tomou conta das concretudes gerenciais e parlamentares nas Terras Brasilis, onde as relações tornaram-se voláteis e temporais. Para manter-se no comando, alguns dos atuais detentores do poder são capazes até de dormir com o inimigo, barganhando apoiamento, numa deslavada relação do toma lá dá cá.


(1) Jean-Jacques Rousseau – importante filósofo suíço, defensor do Iluminismo.
(2) Immanuel Kant – filósofo alemão

domingo, 15 de dezembro de 2013

E De Repente, o Eleitor Paga a Conta


O governador Cid Ferreira Gomes (PROS) vive a euforia das horas finais de mandato e corre contra o tempo para garantir o que prometeu. O tempo é inimigo do agora e não sobra nada para além das prioridades. Todavia, sua obstinação pelo “aquário” permanece, mesmo custando os olhos da cara do freguês. As ditas obras de mobilidade ficarão na sua grande maioria para o próximo governante, pois os entraves não permitem as correrias e as eleições já não demoram mais.

Os índices de aprovação do senhor governador não são dos melhores, se comparados aos do ex-governador Tasso Ribeiro de Jereissati (PSDB), a quem Cid propaga que seja o maior político vivo da história cearense. Realmente, o governo das “mudanças”, deixou contribuições relevantes para os cearenses, ninguém pode negar, mas não promoveu o progresso para todo o povo que padece as mazelas do capital. Também não se vê transformações aparentes na vida do povo cearense nestes últimos sete anos de governo Cid Ferreira Gomes. No sertão, as estiagens continuam e ampliam as agruras daqueles que esperam cotidianamente pelas ações divinas, pois nada foi feito para superar as intempéries da natureza, promotora da seca e do “voto de cabresto”.

Os gerentes foram mudando, mas as práticas governistas permanecem as mesmas, com interesses particulares de permanência eterna no poder. Entretanto, algo soa diferente nos acordos para as novas eleições, que permanecem aos modos coronelísticos. A distribuição de cargos fala mais alto e de repente sedem-se as pretensões em nome da tal governabilidade e apoiamento. Pelo visto, os pretensos candidatos ao executivo cearense serão fruto de acordos particulares, sem contar com o povo que apenas será convocados para votar.

Sem perspectivas de transformações sociais e sem ideologias, segue atordoado o povo diante dos acontecimentos que pouco lhe trazem benefícios, mas que as promessas seguem firmes no apertar de mãos, nas caminhadas pré-eleitorais que não tardam a chegar.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

As Contradições Dialéticas do Eu


Apesar de vivenciar a mais ampla modernidade do comportamento humano contemporâneo, sinto-me perplexo como ainda agimos em determinados momentos, como se estivéssemos na Idade Média. Talvez seja pelas circunstâncias do capital, todavia estamos distantes da propalada contemporaneidade, pois investimos muito nas relações dos estereótipos globais e pouco ou quase nada estamos construindo como base dialética de convivência social.

A capacidade de compreensão humana precisa dialeticamente de força para acreditar em si própria e caminhar rumo ao novo modo relacional, construindo mecanismos concretos da formação intelectual para sair da pasmaceira do ouvi dizer. Buscar a verdade a partir de métodos confiáveis, dará segurança na trajetória da ciência. Compreender que o universo humano exige horizontes complexos que ultrapassem a nossa vã filosofia de vida, mas que favoreçam a maturidade do eu.

Se no capital existe um grande processo alienante, o ser real precisa construir condições reais para efetivar-se como consciência de si e transformar a realidade alienante numa subversão social, mesmo que as condições econômicas influenciem indiretamente nas condições materiais. A ação da consciência efetiva do eu implicará nas relações sociais cotidianas e a produção do fazer-se humano efetivará o novo homem.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Os Acordos de Interesses Privados da Política


Quando criança, sem nada entender de política, já observava meu pai falar que tal candidato, teria sido indicação de um determinado “chefão” da política local. Fui crescendo e percebendo que a política é parte integrante do cidadão. Também compreendi que tais indicações faladas pelo meu pai, continuavam, mas daí, já entendia que vivíamos numa ditadura militar e não podia me opor.

Veio a Anistia política, e o Congresso Nacional derrotou a Emenda Dante de Oliveira, a eleição continua indireta, porém, surge nos ares da liberdade o raiar do novo dia. Cai o “Muro de Berlim”, reunificam-se as Alemanhas, Gorbachev decreta a Perestroika e a Glasnost. E de repente o mundo político ficou atônito, Fukuyama fala em o fim da História.

A democracia mostra a cara e alegra muita gente, todavia, continuo perplexo diante das ações comportamentais dos atuais dirigentes políticos e agremiações partidárias. Acompanhando as últimas eleições percebo que muito se caminhou rumo à democracia, mas ainda continua as indicações tiradas do bolso dos “xerifes” e impostas à sociedade votante. Os acordos são em sua grande maioria, a portas fechadas e de interesses privados. A política que deveria ser do povo, fica restrita às minorias mandatárias.

2014 já vem chegando e com ele as eleições de cartas marcadas? No contexto geral temos o oportunismo determinando as indicações, pleiteando cargos e impondo nomes. No Rio de Janeiro, o atual governador, mesmo sem prestígio diante da população, impõe o nome do seu Vice-Governador: Luiz Fernando de Souza Pezão quando o pre candidato do PT, atual Senador Lindbergh Farias, desfila nas cristas das ondas da aprovação popular. Aqui no Ceará, existem muitas especulações e pretensões de nomes para ocupar o palácio do governo.

O Senador Eunício Oliveira propaga seu nome nos grotões cearense, o PT se diz aliado do governador Cid Gomes e acata o nome palaciano, mas existem em seu seio uma rebeldia dizendo que o Partido terá candidatura própria. Muitas águas ainda vão rolar debaixo das pretensões locais e o pior é constatar “que apesar de termos feito, tudo que fizemos , ainda somos os mesmos, e vivemos como nossos pais...*”

* Como Nossos Pais - Belchior


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O Poder da Globo


Ontem à noite, ao chegar em casa depois da lide diária, sentei-me no sofá e de repente me vi assistindo a novela da rede globo e o excêntrico “Félix”, personagem que mexe com o imaginário popular, vivido e bem representado por Mateus Solano. Nesse instante passou pela minha cabeça um “filminho” daqueles sobre as criações globais de produção. A Rede Globo, não me representa como mídia jornalistica, mas não posso deixar de reconhecer seu potencial de fazer novelas e dos bons profissionais que nela atuam.

Quantos “Félix” já foram inventados na ficcionística rede Globo, comecei a refletir. A Carminha dona do bem e do mal e tantos outros seres da ficção, seja novelística ou política. E por falar em política, quem lembra daquele personagem global das Alagoas? É, o caçador de marajás! Sendo oposição aos candidatos Leonel de Moura Brizola e Luiz Inácio Lula da Silva, a Globo investiu e garantiu Collor no Planalto Central. Ladeada ao collorido, a Globo continua sua lua-de-mel com o poder.

Tudo é festa enquanto rola a completude dos interesses privados, entretanto, ao romper a magia das benesses, mudam-se os focos midiáticos e com seu forte poder de iludir, propaga os “caras pintadas” e a derrubada de Collor. O tempo passa e novas novelas e personagens políticos desfilam no tabuleiro midiático da ficcionística Globo. FHC, Serra, Alckmin & Cia LTDA. Tudo dentro dos padrões globais.

De repente, não tão acelerado, surge no Planalto Central alguém distante das simpáticas benesses do capital. Oriundo do Nordeste, do sindicalismo e das massas, Lula desfila em tapetes vermelhos do poder e fere o “brio” da elite conservadora, detentora do vil metal e da parcial global das ilusões. A festa das ruas premiavam o novo governo, desta feita, a “cara do povo”. “Engolir sapo” é uma atividade indigesta para quem sempre esteve na crista da onda. Todavia, o Ibope estava garantido com as entrevistas exclusivas do então presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva, até que cansasse a sua beleza.

Estamos hoje vivenciando mais um personagem de “sucesso” da ficção global na real sociedade Brasil, que certamente, assim como na ficção novelística, não passará muito tempo em lua-de-mel com os altos índices de audiência, e possivelmente os ventos delirantes do oportunismo ditarão as trilhas a seguir. Pelo o visto, a corda já começa a ruir, e “quem viver, verá”.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O PT e os “Amigos da Onça”


A prisão de José Genoino e Zé Dirceu em pleno dia da Proclamação da República, foi realmente o grande estrago para o Partido dos Trabalhadores, além de uma excelente estratégia midiática, mas certamente será positivo para a reeleição da Presidenta Dilma Rousseff (PT), pois o em 2014 nenhum partido poderá falar em corrupção do PT. E somente o PT poderá cobrar responsabilidades dos demais. Se no PT houve corrupção, seus membros culpados foram condenados e presos, já os demais partidos... Fica a dolorosa interrogação para futuras reflexões...

Não estamos aqui justificando as possíveis falhas cometidas em nome da governabilidade Petista. Entretanto, o Brasil passa a vivenciar o aprimoramento da Jovem Democracia Brasileira e isto é extremamente positivo para o combate à corrupção desenfreada, patrocinada pelas normas do capital com o aval daqueles diretamente beneficiados com o vil metal.
 
O aprendizado deverá ser bem intenso para o PT que gerencia a sociedade capitalista Brasileira, uma vez que chegando ao poder, passou a mudar suas práticas democráticas, antes ao lado e na defesa dos trabalhadores, passa a conviver e ter como aliados seus antigos inimigos e atuais “amigos da onça”, como diria meu sábio pai. Aliados do fisiologismo permanente, continuam em busca de benesses pessoais e ao serem contrariados, nem se envergonham de seu mau caratismo e ignorância do que seja Res Pública.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A Rebeldia Poética Enclausurada


A rebeldia contida no afastamento sociopolítico cultural, detém parte integrante da adolescência permanente de um poeta que sonhou com a revolução. Revolução tardia, promotora das acomodações de um coração perdido entre os acontecimentos voláteis da vida cotidiana.

Tudo não passou de uma quimera e as pressões de convivência, de repente muda a rota dos sonhos, que permanecem adormecidos no meio de um infernal barulho, onde poucas pessoas escutam a voz do silêncio.

Repressão contínua e contida nos moldes globalizantes, onde os sonhos distam do real e as correntes mediadoras dos tempos te escravizam numa hipocrisia fenomenal de isolamento social.

Mesmo entre as correntes do isolamento, onde tudo parece irreal, as pessoas transitam como múmias ambulantes numa vitrine inacessível do real, sem rebeldia nem romantismo e sem dialética. Atento aos turbilhões dos acontecimentos, o poeta sonha.

Sem contentamento, permanece enclausurado o poeta na angustiante rotina do vai e vem global, onde as pessoas tornam-se invisíveis para as ações dominantes do ter, mas o poeta não se entrega, e isolado na multidão, tenta viver sua rebeldia.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Jango Retorna a Brasília e Recebe Homenagem


O Senador Randolfe Rodrigues PSOL – AP, pretende fazer uma bela homenagem ao ex-presidente João Belchior Marques Goulart, popularmente conhecido como Jango, tornando nula a ação do Congresso Nacional do dia Primeiro de Abril de 1964, que determinava vaga à presidência da República do Brasil. Naquele momento, o ex-presidente João Goulart, havia se ausentado de Brasília em busca de apoio no seu Rio Grande do Sul e encontrou, mas para evitar um conflito sangrento entre militares e civis decidiu não atacar, evitando assim uma secessão.

Não cabe aqui questionar o ato de Goulart, todavia a história precisa esclarecer os fatos obscuros que privilegia apenas a visão majoritária do militarismo, ao afirmar que Jango foi vítima de um ataque cardíaco.

Na última sexta feira 08, teve início o processo de exumação dos restos mortais de Jango com intuito de esclarecer historicamente a causa de sua morte. Sabemos que há suspeita de que Jango tenha sido envenenado, durante a *Operação Condor*, por militares uruguaios a mando do governo brasileiro.

Agora, 50 anos depois, o ex-presidente João Belchior Marques Goulart, Jango, volta ao Distrito Federal e receberá uma justa homenagem. O reconhecimento do Estado. Parabéns Senador Randolfe pela sua iniciativa.

*Operação Condor = aliança entre as ditaduras militares da América do Sul nos anos 1970.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Os Movimentos Reivindicatórios X Arrogância Plantonista


Não entendo como pessoas bem nascidas, “representantes” da exploração capitalista, perdem facilmente a esportiva e partem para ações de confronto com manifestantes que veementemente buscam seus direitos através do diálogo. É de praxe alguns gerentes de plantão, negar o diálogo antecipado e na agonia da militância, colocam-se arrogantes e afirmam categoricamente que não dialogam com manifestantes em greve. Cômodo! Muito cômodo!

Ninguém é tão ingênuo a ponto de deflagrar um movimento paredista antes de se esgotar a fase do diálogo. Tentativas de diálogos, busca de consenso em exaustivas reuniões e as aspirações reivindicatórias caminham em linhas paralelas com a intransigência majoritária governista.

Muitos que brilharam nas lutas por uma transformação social, ou pela conquista imediata do bem estar social, hoje se perderam nesta trajetória, por não compreender a dinâmica coletiva na sua concretude e, permeiam as bases governistas das acomodações.

Acreditar nas manifestações nômades é revolucionar a lide cotidiana e negar a práxis da crítica pela crítica. Os movimentos da Copa das Reivindicações ainda estão nas ruas, com roucas vozes e “tudo continua como d'antes no quartel de Abrantes”. A violência patrocinada pelo Estado na maioria das vezes é omitida, todavia a tática dos “black blocks” desfila livremente pelas ondas globais do vandalismo.

O ex”tudo”, quase “deus” que nunca fez chover na horta dos trabalhadores, secretário de Saúde do Estado do Ceará, na sua infalibilidade governamental se encontrou com manifestantes e partiu para o confronto. Rasgou cartaz e afirmou que seu irmão jamais dialogará com o “PSOL”, com manifestantes em greve. Tenho grandes dificuldades, mas até entendo, sua postura defensora do status quo, todavia, me nego a entender sua ação agressiva com os jovens estudantes da UECE. O cara é representante nato do Estado e ainda existem setores da imprensa que negam a violência Estatal do vil metal.

Sou de um tempo em que o diálogo estava presente nas relações fragilizadas do eu coletivo e que a ponderação e a serenidade eram bases das relações humanas para fortalecer o convívio democrático.