terça-feira, 1 de maio de 2012

1º de Maio – Lutas, Luto e Saudades...


Em Chicago no dia 1º de maio do ano de1886 os trabalhadores construiram condições de lutas, universalizadndo assim a busca incansável por dias melhores, hoje a Europa vai às ruas para lutar contra a exploração e o desemprego que mudou radicalmente a vida e a cultura européia.
Na Itália no dia 1º de maio do ano de 1994 durante o Grande Prêmio de San Marino, no Circuito de Ímola, Ayrton Senna, heroi nacional e tricampeão mundial, dá adeus as alegrias dominicais dos brasileiros numa batida a 300km/h, na curva de Tamburello.
Na capital federal, no dia 1º de maio de 1934, o Presidente Getúlio Vargas promulga a CLT. Hoje milhares de trabalhadores brasileiros “vivem” na informalidade.
Em Parazinho no dia 1º de maio do ano de 1992 dona Socorro Amaral dá seu último adeus aos seus familiares e amigos, depois de uma longa caminhada na Educação, como diretora escolar.
O contentamento de aliar-se a inesquecível dona Zilda Arns na pastoral da criança, onde dedicou parte de sua vida a ajudar o desenvolvimento de crianças carentes. Utilizando-se de uma vasta experiência como Ministra da Eucaristia, contribuiu para a transformação das precariedades humanas e para uma nova vida cheia de transcendências e esperanças num mundo mais fraterno para que as pessoas fossem mais felizes. Hoje celebramos a saudade, que permanece viva nas mentes de todos que fazem a família Amaral...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Estado das Precariedades Fortalece o Poder Real


O Estado mostrado nas mídias vive distante da realidade de pessoas comuns que suam diariamente na árdua labuta da vida. E os gerentes de plantão, na sua grande maioria, não tem muito compromisso com as necessidades da sociedade que padece as agruras no dia a dia e fica na desesperança de um novo amanhecer. Entretanto, não desiste e, como senso comum explode de emoção ao reclamar suas necessidades, mas vêem através das ilusões capitalistas formas de ultrapassar individualmente suas dores, esquecendo dos demais que habitam socialmente os espaços de necessidades.
Sem condições reais de desenvolver em si as potencialidades coletivas e, transgredir as normas vigentes, apelam para as transcendências como saída do caos que se vive na sociedade capitalista de gerentes descompromissados com políticas públicas que atendam, mesmo que a médio e longo prazo a realidade, pois vêm nela uma forma de dominação e perpetuação das elites no gerenciamento dos problemas que “nunca” terão a intenção de eliminá-los. Destituídos de uma educação de qualidade social e, sem condições de desenvolver o bom senso, vive-se a instantaneidade midiática, fortalecendo a opressão dominante que se apresenta sempre em momentos favoráveis as suas permanências, para usar eloquentemente suas falácias e garantir seus interesses momentâneos com duração de quatro anos.
Nosso Ceará padece momentaneamente de uma “seca verde”, onde aumentam as necessidades e a fé peculiar dos nordestinos, que agradecem a Deus e aos gerentes de plantão por “suavizarem” as precariedades através de bolsas estiagem e, continuam com as práticas assistencialistas e ultrapassadas de distribuição de água através dos carros pipas, ao invés de solucionar verdadeiramente os problemas das estiagens e, culpam as intempéries da natureza. Natureza que sofre as agressões humanas, com práticas agressivas dos ruralistas visando o lucro pelo lucro, sem preocupações ecológicas.
A boa fé e as transcendências dos povos menos favorecidos socialmente, são condições sine qua non da manutenção, expropriações e explorações sociais.

domingo, 8 de abril de 2012

A Revolução Copernicana de Kant


kant autodenominou o seu trabalho de “Revolução copernicana” da filosofia, fazendo reverter o acento gnosiológico de objetividade para a subjetividade. Tal procedimento foi tão importante dentro da história do pensamento, que é comparável à substituição do modelo arcaico de universo, elaborado por Ptolomeu, pelo novo e revolucionário sistema de Copérnico.
A revolução copernicana de Kant na filosofia teve início após haver ele tido contato com as obras de Hume e com isso ter descoberto uma nova maneira de filosofar. A contradição estre os sistemas racionalista e empirista precipitou-o em inquietante indagações, não conseguindo encontrar uma maneira de conciliar os dois, mas sobretudo, não conseguindo entender como pensadores sérios, pessoas ilustres, intelectuais perspicazes pudessem, com a mesma veemência e convicção, sustentar pontos de vista tão divergentes. Com resultado de suas especulações, Kant elaborou uma distinção fundamental para a compreensão da realidade, segundo sua filosofia, que é a distinção entre o mundo noumênico e o mundo fenomênico. O mundo noumênico (de noumenom, realidade em si) corresponde aquela dimensão da realidade que, segundo a tradição filosófica, seria objeto apenas de intuição intelectual. É o topos da “ideia” Platônica e da “essência” aristotélica, conceitos que delinearam todo o arcabouço da filosofia ocidental até então e que, diante da rigorosa análise Kantiana, são considerados incognoscíveis, por não serem alcançáveis pela pura razão. O mundo fenomênico (de “fainomenon”, aparência) constituiu-se daqueles objetos que se manifestam para o homem e são colocados pela ação dos sentidos, sendo remetidos à razão, para análise e conclusão. O mundo dos fenômenos é o reino dos objetos sensíveis e da realidade fugaz.

Immanuel  Kant - Crítica da Razão Pura, (Os Pensadores), Editora: Nova Cultural - 1991
 

 

domingo, 1 de abril de 2012

“Ditadura Nunca Mais”


Todo primeiro de abril a grande imprensa e a burguesia brasileira recordam silenciosamente com carinho os tempos de chumbo, onde a classe trabalhadora não tinha direito e sequer exercia sua cidadania, mas que silenciava bruscamente pensando em se acomodar ao Golpe militar de 1964. Fazendo uso do discurso dominante direitista norte americano, condenavam sempre os intelectuais, artistas e os trabalhadores sindicalizados, passando para a massa que tais pessoas eram subversivas e que seriam uma ameaça para o Brasil aceitá-las como cidadãs.
Ainda hoje vivenciamos tal discurso, mesmo que velado, quando se trata de benefícios sociais concedidos pelo governo, como se pessoas menos favorecidas pela sistema do vil metal, não tivessem necessidades e nem merecessem ter participação nesta sociedade hierárquica. Até mesmo pessoas comuns, reproduzem com muita frequência, “que o governo está viciando mal os trabalhadores”, pois com tantos benefícios não se encontram mais pessoas para trabalhar. Pura falácia da burguesia que não se conforma com derrotas políticas e ainda não “engoliu” um representante nato da classe operária governar com categoria a sociedade brasileira e, com visão ampliada para as pessoas menos favorecidas. Além disso, ainda temos para desespero da burguesia, uma mulher comandando no planalto central o governo geral.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Celebrar 80 anos de vida, é uma Dádiva

Celebrar  80 anos de vida, com luta, predestinação, determinação, perseverança, obstinação e abdicação, não é tarefa fácil, mas o senhor consegue a cada dia iniciar um novo amanhecer.. Assim se passaram os anos e você nem se apercebeu da caminhada que cotidianamente se fortalecia na ajuda aos outros, à comunidade e aos filhos. Caminhada esta que teve início quando ainda era muito jovem, quase adolescente, já na labuta pela sobrevivência. Sua caminhada foi intensa e incansável, como sapateiro iniciante e de trabalhos eternos. Já no comércio, das caravanas dos festejos religiosos, para então o pleno estabelecimento e a fixação do espaço físico como consolo de poder olhar o crescimento dos filhos, que foram tantos. 
80 anos de predeterminação na construção de uma vida voltada para a satisfação e contentamento no realizar diário das atividades, atividades estas que estavam focadas na ajuda e busca de uma amanhã melhor. Sua determinação é tamanha que não permite o descansar enquanto não chegar ao final da lide, todavia sempre esperançoso na melhoria, buscando o aprimoramento dos atos a cada instante para no final do dia e início da madrugada poder descansar tranquilo, porém já se preparando para o novo amanhecer, com vitalidade, ética e obstinação. Sua obstinação é tanta que por muitas vezes você esqueceu de viver para cuidar da vida dos filhos, na intenção de uma colocação social, pois somente assim teria o retorno mediato da luta cotidiana, que para isso tornou-se abdicação do seu ser na construção dos outros que compõem direta e indiretamente sua família.
Hoje é o grande dia de dizer obrigado meu Deus por ter me colocado ao lado desta pessoa maravilhosa e agradecer ainda pelas divergências constantes, todavia pautada na admiração, respeito e carinho.
Papai, não tenho a pretensão de dizer que o senhor é o melhor pai do mundo, até porque não teria  nenhum parâmetro para tal, entretanto, posso afirmar categoricamente, que o senhor é o melhor pai que Deus poderia dar a alguém no mundo.
Feliz tudo no seus oitenta anos senhor Antônio Anastácio do Amaral, meu pai


domingo, 18 de março de 2012

Ontologia


Por “ontologia” ou “Filosofia Primeira” entendia-se, anteriormente, a teoria acerca do ser como tal, independentemente, das suas espécies particulares. Neste sentido, “ontologia” é equivalente à “Metafísica”, sistema de determinações especulativas universais do ser. Aristóteles foi o primeiro a formular o conceito relativo a tal teoria. Durante o período da Idade Média, os filósofos católicos procuraram utilizar a ideia aristotélica de metafísica para a elaboração de uma teoria do ser que servisse de prova filosófica das verdades da religião. Esta tendência apareceu na sua forma mais acabada no sistema filosófico teológico de Tomás de Aquino. Na época Moderna, (aproximadamente, a partir do século XVI), começou a entender-se por ontologia uma parte especial da metafísica: a teoria acerca da estrutura suprassensível, não material, de tudo o que existe. A ideia de semelhante ontologia alcançou expressão acabada na filosofia de Christian Wolff, que perdeu toda a conexão com o conteúdo das ciências particulares e estruturou a ontologia (termo que pertence ao filósofo alemão Rodolfo Goclenius, 1613) – na sua maior parte, por meio da análise dedutivo abstrata e gramatical dos seus conceitos (ser, possibilidade e realidade, quantidade e qualidade, substância e acidente, causa e efeito, etc.). Surgiu uma tendência contraposta, nas teorias materialistas de Thomas Hobbes, Baruch Spinoza, John Locke, dos materialistas franceses do séculos XVIII (Julien Offray de La Mettrie , Denis Diderot, Claude Adrien Helvetio e Barão de Holbach), dado que o conteúdo objetivo de tais teorias, apoiadas nos dados das ciências experimentais, abalava objetivamente a ideia da ontologia como disciplina filosófica de grau superior, como “Filosofia Primeira”. A crítica que o idealismo clássico alemão (Immanuel Kant, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, etc.) faziam da ontologia, apresentava um duplo caráter: a) – por um lado, declaravam-na isenta de conteúdo e tautológica; b) – por outro lado, a sua crítica acabada defendendo a criação de uma nova ontologia, mais perfeita (metafísica), a substituição da ontologia pela filosofia transcendental (Kant), pelo sistema do idealismo transcendental (Friedrich Wilhelm Joseph Schelling), pela lógica (Hegel).
O sistema de Hegel antecipou, sob forma idealista, a ideia da unidade da ontologia (a dialética), da lógica e da teoria do conhecimento, mostrando assim, como se devia ultrapassar o quadro da filosofia especulativa e alcançar o conhecimento positivo e real do mundo (Friedrich Engels). Na filosofia do século XX, como resultado da reação face ao avanço das correntes idealistas subjetivas (neokantismo, positivismo), fazem-se tetativas para formar, numa base idealista objetiva uma “nova ontologia” (ontologia transcendental de Edmund Gustav Albrecht Husserl); “ontologia crítica”, de Nicolai Hartmann; “ontologia fundamental” de Martin Heidegger). – Nas doutrinas novas, ontológicas, entende-se por ontologia o sistema de conceitos universais do ser, cognoscíveis, por meio da intuição supra sensorial e supra racional. Vários filósofos “católicos” fizeram sua a ideia de uma “nova ontologia” e tentam “sintetizar” a “ontologia transcendental” que parte de Aristóteles, com a filosofia transcendental kantiana, contrapondo a sua ontologia à filosofia do materialismo dialético. Na filosofia marxista, usa-se, convencionalmente, o termo ontologia, como sinônimo da teoria acerca das leis gerais do conhecimento do ser.

domingo, 4 de março de 2012

Futebol de Ilusões no Brasil de 2014


A sociedade brasileira merece respeito e, não será a realização de uma copa do mundo no Brasil que fará os brasileiros desistir de suas conquistas em detrimento de um futebol de ilusões.
Somos favoráveis a copa de 2014 no Brasil, mesmo conscientes e carentes das necessidades básicas e urgentes para todos.
Acreditamos que a Presidenta Dilma não cederá aos caprichos da Fifa. Jérôme Valcke, não passa de um cara pálida desrespeitoso, portanto exigimos retratação, pois uma instituição que não respeita as leis de um país, não deveria ser aceita no Brasil.
Temos o título de o país do futebol, muito embora ainda estejamos admirando o profissionalismo de outros países que buscam vitórias e conquistas, sem dar importância ao futebol brasileiro.
Nossas leis devem está acima de um evento momentâneo e, as conquistas de um povo devem ser mantidas, para a caminhada de uma vida cidadã. Abdicar de diretos seria uma fragilidade e colocaria as instituições democráticas em risco. Nosso esporte precisa se caracterizar como deleite da paz esportiva. Por isso não devemos acatar deliberações externa e sem compromissos com a lide do nosso Brasil.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CONAE como Sonho do PNE


Participar da CONAE foi para mim motivo de grande alegria, uma vez que travamos sérias discussões a nível municipal, estadual e nacional a respeito de uma educação de qualidade social e isonômica.

Saímos de Brasília esperançosos, pois tínhamos imprimido ideias importantes no capítulo educacional, contribuindo democraticamente com a formatação básica das metas e estratégias do plano decenal da educação brasileira. Entretanto passaram-se 23 meses, e o congresso nacional se dá o direito de “relegar” a votação do plano (PNE) em detrimento de propostas de interesses “políticos de grupos ideológicos” e até mesmo de urgência, argumento utilizado por muitos, para tratar de assuntos referentes a copa de 2014. Tema de relevância maior seria, se tivéssemos uma efetiva realidade de qualidade na educação.

Queremos aqui exigir os dez por cento do PIB para a educação até 2014 e, que os valores investidos por conta da união, passem dos atuais 18% para 25% e os estados e municípios dos 25% para 30% .

Implantar a lei de responsabilidade educacional, com perda de mandado para os gestores que não investirem o real percentual em qualificação dos profissionais da educação.

Respeito ao professores e ótimas condições de trabalho, tendo redução imediata do número de alunos por sala com máximo de 20 alunos para ensino fundamental; 25 para ensino médio e 30 no ensino superior e, que a cada sete anos de trabalho, aconteça a licença sabática de um ano para que os professores possam estudar.

Exigindo ainda, atendimento à saúde preventiva dos professores e, eleição de diretor para as escola públicas da educação básica.

Tendo atendidas essas questões, possamos reconhecer a diversidade dos sujeitos na garantia do direito à educação, à vida, ao trabalho e ao lazer como complemento da essência humana, para realmente sonhar uma Educação de Qualidade Social e Isonômica...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Estado Democrático de Direito, será?!

Sou solidário às reivindicações dos PMs (bem como a toda e qualquer categoria de trabalhadores). Com isso quero dizer que não concordo com o formato violento imprimido ao movimento paredista dos PMs. Lamento a postura antidemocrática dos gerentes do capital ao tratarem presos políticos como se fossem presos comuns, raspando-lhes as cabeças; talvez por não conhecerem a história. Na ditadura militar aconteceu de se prenderem presos políticos juntamente com criminosos e sabemos o que aconteceu.

Hoje se fala de estado democrático de direito, mas infelizmente se descumprem descaradamente tal estado e ainda falam de democracia. Tá na hora de se qualificar os gerentes ou façamos valer a democracia direta.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Desabafo Cidadão

Dei minha contribuição, mesmo que “tímida” para a derrubada da ditadura militar e, investi emocionalmente de corpo e alma na construção da jovem democracia brasileira, todavia vejo hoje as instituições democráticas um tanto quanto “fragilizadas”, pois o vil metal determina quase sempre ações de desrespeito a cidadania e, a população “órfã” de direitos sem saber a quem recorrer.

Importante será construir verdadeiramente a cidadania, mostrando ao capital o que queremos como construtores da liberdade e de ações democráticas, pois não podemos aceitar depois de tantos avanços e conquistas a imposição de uma elite dominante que se arvora como arauto da moralidade, para desrespeitar direitos conquistados a duras lutas.

Quem foi às ruas exigir eleições direitas e sem medo: “sem Maluf, sem Tancredo”, não pode aceitar a acomodação das massas dirigentes, achando que tudo acontece como os mandatários determinam. A busca do poder temporário, nega então as lutas vitoriosas do povo nas ruas construindo alternativas.