Este é um espaço democrático para aqueles que buscam se inteirar sobre Cultura,Filosofia, Política e Sociedade
quarta-feira, 21 de março de 2012
Celebrar 80 anos de vida, é uma Dádiva
domingo, 18 de março de 2012
Ontologia
domingo, 4 de março de 2012
Futebol de Ilusões no Brasil de 2014
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
CONAE como Sonho do PNE

Participar da CONAE foi para mim motivo de grande alegria, uma vez que travamos sérias discussões a nível municipal, estadual e nacional a respeito de uma educação de qualidade social e isonômica.
Saímos de Brasília esperançosos, pois tínhamos imprimido ideias importantes no capítulo educacional, contribuindo democraticamente com a formatação básica das metas e estratégias do plano decenal da educação brasileira. Entretanto passaram-se 23 meses, e o congresso nacional se dá o direito de “relegar” a votação do plano (PNE) em detrimento de propostas de interesses “políticos de grupos ideológicos” e até mesmo de urgência, argumento utilizado por muitos, para tratar de assuntos referentes a copa de 2014. Tema de relevância maior seria, se tivéssemos uma efetiva realidade de qualidade na educação.
Queremos aqui exigir os dez por cento do PIB para a educação até 2014 e, que os valores investidos por conta da união, passem dos atuais 18% para 25% e os estados e municípios dos 25% para 30% .
Implantar a lei de responsabilidade educacional, com perda de mandado para os gestores que não investirem o real percentual em qualificação dos profissionais da educação.
Respeito ao professores e ótimas condições de trabalho, tendo redução imediata do número de alunos por sala com máximo de 20 alunos para ensino fundamental; 25 para ensino médio e 30 no ensino superior e, que a cada sete anos de trabalho, aconteça a licença sabática de um ano para que os professores possam estudar.
Exigindo ainda, atendimento à saúde preventiva dos professores e, eleição de diretor para as escola públicas da educação básica.
Tendo atendidas essas questões, possamos reconhecer a diversidade dos sujeitos na garantia do direito à educação, à vida, ao trabalho e ao lazer como complemento da essência humana, para realmente sonhar uma Educação de Qualidade Social e Isonômica...
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Estado Democrático de Direito, será?!
Sou solidário às reivindicações dos PMs (bem como a toda e qualquer categoria de trabalhadores). Com isso quero dizer que não concordo com o formato violento imprimido ao movimento paredista dos PMs. Lamento a postura antidemocrática dos gerentes do capital ao tratarem presos políticos como se fossem presos comuns, raspando-lhes as cabeças; talvez por não conhecerem a história. Na ditadura militar aconteceu de se prenderem presos políticos juntamente com criminosos e sabemos o que aconteceu.
Hoje se fala de estado democrático de direito, mas infelizmente se descumprem descaradamente tal estado e ainda falam de democracia. Tá na hora de se qualificar os gerentes ou façamos valer a democracia direta.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Desabafo Cidadão
Dei minha contribuição, mesmo que “tímida” para a derrubada da ditadura militar e, investi emocionalmente de corpo e alma na construção da jovem democracia brasileira, todavia vejo hoje as instituições democráticas um tanto quanto “fragilizadas”, pois o vil metal determina quase sempre ações de desrespeito a cidadania e, a população “órfã” de direitos sem saber a quem recorrer.
Importante será construir verdadeiramente a cidadania, mostrando ao capital o que queremos como construtores da liberdade e de ações democráticas, pois não podemos aceitar depois de tantos avanços e conquistas a imposição de uma elite dominante que se arvora como arauto da moralidade, para desrespeitar direitos conquistados a duras lutas.
Quem foi às ruas exigir eleições direitas e sem medo: “sem Maluf, sem Tancredo”, não pode aceitar a acomodação das massas dirigentes, achando que tudo acontece como os mandatários determinam. A busca do poder temporário, nega então as lutas vitoriosas do povo nas ruas construindo alternativas.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Curso de Filosofia Positiva
O objetivo do Curso de filosofia Positiva é expor um sistema capaz de explicar o desenvolvimento do saber humano de leis e regras lógicas. Para Comte, a humanidade evolui em três fases: o estado teológico ou fictício, o estado metafísico ou abstrato e o estado científico ou positivo.
O caráter fundamental da filosofia positiva é tomar todos os fenômenos como sujeitos a leis naturais invariáveis, cuja descoberta precisa e cuja redução ao menor número possível constituem o objetivo desta filosofia.
Historicamente, a evolução do pensamento desde Aristóteles até o presente momento deu-se através das fases teológica, metafísica e positiva. O grande desafio hoje é sistematizar e gerenciar a grande diversidade de especulações das ciências, químicas e sociais. Para superar tal desafio, Comte propõe que se considere ciência fundamental em suas relações com o sistema positivo inteiro proposto neste livro.
As vantagens de tal sistema são as seguintes: fornece o único e verdadeiro meio racional de por em evidência as leis lógicas; é perceptível que há uma necessidade de observar diretamente todos os fenômenos; produzir o estabelecimento da filosofia definida neste discurso para presidir à reforma geral de nosso sistema de educação; proporcionar bases sólidas para a reorganização social.
Ao determinar como finalidade positiva resumir num só corpo de doutrina homogênea, o conjunto de conhecimentos adquiridos, relativos às diferentes ordens de fenômenos naturais, estava longe do pensamento de Comte, querer proceder ao estudo geral desses fenômenos, considerando-os como efeitos diversos dum princípio único.
Bibliografia:
Curso de Filosofia Positiva - Auguste Comte - traduzido por José Artur Gianotti - Ed. Victor Civita – Abril Cultural – São Paulo-SP, 1973
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Metamorfose da Instantaneidade Humana
“Prefiro ser esta metamorfose ambulante...” tentando compreender a complexidade humana nos atuais tempos da pós-modernidade, se é que assim posso falar.
A humanidade hoje vive o direito coletivo de ser cidadão, todavia individualmente busca a afirmação no contexto social esquecendo a solidariedade necessária para a boa convivência coletiva e, imprime nestas relações a fervorosa competição, gerando assim uma instabilidade no conjunto da sociedade, o que poderá causar fracassos individuais que diretamente implicarão na coletividade social.
Será que o sonho acabou? Tiraram diretamente dos seres humanos a utopia? Já não se pensa mais a humanidade como totalidade social? As dolorosas interrogações desfilam nas desilusões momentâneas do imaginário coletivo.
Esquecer ideologicamente as questões políticas como parte inerente aos anseios humanos de transformação social e, possibilitar a incerteza no ambiente coletivo está na ordem do dia.
O conjunto de complexidade social me remete ao período das descobertas adolescentes e inconsequências juvenis, onde se busca cotidianamente afirmações de identidade humana e gregária, com desejo ingênuo de coletividade.
Tal insegurança permeia na fragilidade da política como arte maior da sobrevivência humana e, imprime nas mentes a instantaneidade coletiva do modismo efervescente, divorciando então da capacidade humana de transformar socialmente o mundo.
Eu acredito é na energia da rapaziada, como instrumento de transformação para um novo amanhecer.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
A Visão Racional da História Universal
Hegel compreende o processo histórico como a manifestação da ideia absoluta da providência divina que dirige as ações individuais dos homens para um fim e desconhecidos por eles.
A razão rege o mundo e também a história universal. É portanto, preciso utilizá-la para compreender os fatos históricos. A primeira categoria que surge no devir histórico é a de variação que significa o surgimento, desenvolvimento e desaparecimento dos indivíduos, das culturas e do Estado; a segunda categoria é a do rejuvenescimento do espírito, não um simples retorno a mesma figura, mas uma purificação de si mesmo. A terceira e última categoria é a da razão suficiente, que existe na consciência, como fé em que a razão rege o mundo.
No projeto histórico de Hegel, é fundamental o conhecimento de Deus que se manifesta na revelação cristã. Para Hegel é possível conhecer a Deus e por causa disso é obrigatório procurar conhecê-lo. Nosso pensamento racional deve convergir para o conhecimento do plano racional do desenvolvimento dos fatos históricos.
Deus não quer cabeças vazias e, sim, deseja que seus filhos o conheçam. Sendo a história o desenvolvimento da natureza divina em um elemento particular e determinado, não pode satisfazer nenhum saber nela própria a não ser um conhecimento determinado.
O ponto de vista da história universal filosófica não é um ponto de vista obtido por abstração de outros pontos de vista gerais e prescindindo dos demais. Seu princípio espiritual é a totalidade dos pontos vista. Considera o princípio concreto e espiritual dos povos e sua história e não se ocupa das situações particulares, senão de um pensamento universal, que se prolonga pelo conjunto.
A multiplicidade das particularidades deve compreender-se aqui como um unidade. A história tem diante de si o que há de mais concreto dos objetos, o que resume em si todos os aspectos distintos da existência. Seu indivíduo é o espírito universal. A filosofia, pois ao ocupar-se da história, toma por objeto o que o objeto concreto é, em sua figura concreta e, considera sua evolução necessária.
Portanto, não se pode considerar o universal, que a história universal tem por objeto, como uma parte, por importante que seja, junto a qual existência outras partes; sendo que o universal é o infinitamente concreto, que compreende todas as coisas, que está presente em todas as partes (porque o espirito está eternamente dentro de si mesmo), para o qual não há passado e que permanece sempre o mesmo em sua força e poder.
Hegel faz uma Teodiceia, na qual justifica a presença de Deus na História
Bibliografia: HEGEL: “Concepção de História em Hegel” - “Lições sobre a Filosofia da História Universal” - Introdução Geral – Parte I
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O Avanço na Economia Mundial sem Esquecer as Questões Sociais
O Brasil passou a perna no Reino Unido e assumiu a sexta economia mundial, entretanto convivemos ainda com aproximadamente 11 bilhões de pessoas vivendo na mais profunda miséria, longe das mínimas condições de vida, onde não existem banheiros, saneamentos básicos e nem água potável. A sociedade capitalista brasileira desfila entre as seis maiores economias planetária, mesmo com algumas pessoas sofrendo ameaças de desemprego, da violência urbana, da desnutrição infantil e a precariedade das relações familiares.
2012 vem ai trazendo em si um reflexo de eminente perigo da crise capitalista europeia e mundial, ampliando assim as dificuldades de se investir em Saúde e Escola Pública de qualidade social e isonômica com atendimento total e irrestrito, onde continuaremos clamando em filas intermináveis por atendimentos, muitos deles primários, e colocando em riscos vidas humanas. Vale aqui ressaltar que as políticas de assistências emergenciais minimiza tal realidade e caracteriza a sensibilidade e ética do governo central.
Não pense que a pobreza é privilégio do Brasil. Países ditos desenvolvidos, ilustres representantes do vil metal, trazem consigo tais mazelas sociais que a parcialidade da grande mídia não permite desnudar, o que provavelmente será feito aqui no Brasil durante a copa de 2014.
Mesmo assim é fundamental manter viva em nossas mentes a utopia de dias melhores, conservar a esperança no ser humano e, ampliar a fé em Deus e ir em busca da terra prometida, onde seremos todos igualitários com direitos de cuidar e de plantar para as famílias alimentar.
Na teoria comunista de Marx é relatada que as necessidades uma vez satisfeitas, surgirão outras necessidades, fortalecendo então o ser humano, que anseia por uma vida “plena” com a satisfação completa dos seus desejos, que jamais serão satisfeitos, pois não existe ser humano sem desejos.
Todavia a sociedade capitalista se habilita a solucionar desejos e necessidades de uns e conduzir tantos outros a morte.
Tentar alterar esta lógica é andar na contramão da história do ter, entretanto negar as normas impostas é característica vital do ser humano que dita revolucionariamente ao capital de mercado que “humanos é que sois”
Faz-se necessário e urgente o resgate da solidariedade como condição sine qua non da dignidade humana e, nestas condições olharemos sempre para as pessoas mais humildes com mais necessidades, assim seguiremos o caminho da liberdade com felicidade.